Série A no centro do financiamento do desporto italiano em plena disputa Governo–FIGC

O futebol profissional gera 83% das receitas fiscais do desporto em Itália e a Série A redistribui mais de €100 milhões por época pelas ligas inferiores e projetos federativos.

30 abr 2026 • 09:07 • Leitura original: Calcio e Finanza
Série A no centro do financiamento do desporto italiano em plena disputa Governo–FIGC — Calcio e Finanza

O que aconteceu

O Governo italiano, através do ministro das Finanças Giancarlo Giorgetti, pondera o comissariamento da Federação Italiana de Futebol (FIGC), enquanto a Liga Série A moveu-se para apoiar Giovanni Malagò como candidato à presidência federativa, numa operação em que Giuseppe Marotta tem papel chave. O pano de fundo é económico: o futebol profissional em Itália gera cerca de €1,17 mil milhões de receitas fiscais anuais (c. 83% do total do desporto), e a Série A representa aproximadamente 60% do impacto do sector.

Por Que Importa

  • O modelo italiano depende do futebol para financiar o ecossistema: 32% das receitas fiscais do desporto alimentam Sport e Salute, CONI e NADO Italia, que redistribuem centenas de milhões por ano a federações e base.
  • Em 2026, a Sport e Salute aloca €339,9M (ex.: €305,4M às federações nacionais), que chegam a representar ~30% das receitas anuais das federações (média), sustentando a sua viabilidade.
  • Pela Lei Melandri, 10% dos direitos audiovisuais da Série A financiam a pirâmide do futebol: em 2025/26 serão €108,6M para Série B (€65,16M), Lega Pro (€21,72M), LND (€10,86M) e FIGC (€10,86M).
  • Qualquer mudança de governação (ex.: comissariamento) pode ter impactos diretos em redistribuição, planeamento financeiro e estabilidade regulatória do desporto italiano.

Números

  • Receitas fiscais do futebol: €1,17 mil M (IVA, IRES, IRAP, IRPEF) ≈ 83% do desporto (total €1,4 mil M).
  • Peso da Série A no desporto: ~60%.
  • Transferências públicas via Sport e Salute (2026): €339,9M no total; inclui €305,4M para federações; €20M para Entidades de Promoção Desportiva; €9M para FSN fora perímetro; €4,4M para grupos militares/civis; €1M para Associações beneméritas.
  • Dependência média das federações de fundos públicos: ~30% das receitas; Federténis (~6%) e Federugby (15%) são exceções com menor exposição.

Entre Linhas

  • A disputa política pela FIGC ocorre sobre um pilar financeiro que sustenta não só o futebol, mas uma fatia relevante do desporto italiano. Qualquer rutura de governação pode perturbar fluxos críticos de direitos de transmissão e transferências públicas.

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