Euroliga mantém formato em 2026-27 e abre market pool a clubes sem licença
Liga confirma repartição comercial mais inclusiva, crescimento de 18% nos pagamentos em 2025-26 e prepara expansão com mais de 10 candidaturas a licenças permanentes.
O que aconteceu
A Euroliga de basquetebol decidiu, em assembleia de acionistas, manter em 2026-27 o atual formato com 20 clubes, Play-In, Play-off e Final Four. Pela primeira vez, os clubes sem licença permanente receberão parte do market pool comercial: 75% será distribuído por todos os participantes com base em desempenho desportivo, envolvimento de adeptos e histórico; os 25% restantes irão em partes iguais para os acionistas. Nos direitos audiovisuais, 65% das receitas geradas num mercado vão para os clubes com licença desse mercado e 35% repartem-se, em partes iguais, por todos os licenciados. Está ainda confirmado um aumento de 18% no montante distribuído aos clubes em 2025-26.
Por Que Importa
- Alinhamento de incentivos: ao incluir clubes sem licença no market pool, a liga reduz a fricção competitiva e pode elevar o retorno do investimento (ROI) dos participantes ocasionais.
- Estabilidade de receitas: a manutenção do formato preserva inventário comercial e de transmissão (emissão televisiva e plataformas de transmissão online), facilitando pacotes plurianuais a patrocinadores e difusores.
- Direitos locais vs. solidariedade: o modelo 65/35 nos audiovisuais protege mercados fortes, ao mesmo tempo que garante redistribuição, crucial para a sustentabilidade dos restantes.
- Crescimento controlado: o anúncio de expansão com mais de 10 cartas de interesse cria concorrência por licenças e potencial valorização da propriedade mediática.
Contexto
- Entre os interessados em licenças permanentes (não confirmado oficialmente) estão: Valencia Basket, Crvena Zvezda, Partizan, Besiktas, Hapoel Jerusalem, Hapoel Tel Aviv, Paris Basketball, Virtus Bologna, Bahcesehir e Dubai BC; Eurohoops refere ainda PAOK, Zenit São Petersburgo e Nápoles.
- A Euroliga estuda um jogo de pré-época entre campeões da Euroliga e Eurocup, em moldes semelhantes à Supertaça europeia no futebol, para criar um novo ativo comercial.
- A Eurocup terá mais qualificação por mérito nacional (até 10 vagas) e poderá atribuir licenças plurianuais, visando maior integração com ligas domésticas.
Entre Linhas
- A liga reiterou diálogo com a NBA sobre o projeto “NBA Europa”. Uma eventual parceria/fusão (não confirmada) teria impacto profundo em direitos, patrocínios globais e calendarização.