Plataformas online apostam em “camada desportiva” para fazer crescer publicidade sem comprar grandes direitos

Netflix e rivais reforçam conteúdos com personalidades, podcasts em vídeo e eventos pontuais para escalar inventário publicitário com menor custo e maior frequência.

6 abr 2026 • há 11 horas • Leitura original: City A.M.
Plataformas online apostam em “camada desportiva” para fazer crescer publicidade sem comprar grandes direitos — City A.M.

O que aconteceu

A Netflix e outras plataformas de transmissão online (streaming) estão a construir uma “camada desportiva” baseada em programas com personalidades, podcasts em vídeo e eventos ao vivo selecionados — como o combate de regresso de Tyson Fury, a 11 de abril, em Londres — evitando os custos bilionários de direitos tradicionais. Em paralelo, grupos de agências (WPP, Dentsu, Havas, Publicis, Stagwell, Omnicom) reorganizam ofertas para captar este novo fluxo de investimento publicitário.

Por Que Importa

  • Custo/eficiência: formatos com personalidades e podcasts em vídeo são muito mais baratos do que direitos premium e séries guionadas, mas geram atenção recorrente, essencial para camadas com publicidade.
  • Inventário escalável: a compra programática (automatizada) converte atenção fragmentada em alcance mensurável, cruzando televisão conectada, áudio, mobile e publicidade digital exterior perto de estádios.
  • Segurança de marca: programas recorrentes e “estúdios desportivos” criam inventário baixa exposição reputacional e oportunidades de integrações de marca mais naturais do que blocos clássicos de anúncios.
  • Picos de audiência sem amarras: eventos únicos capturam atenção coletiva e patrocínios/contextos premium, sem compromissos de longo prazo com ligas.

Contexto

  • A Netflix expande-se para podcasts em vídeo (ex.: Goalhanger, de Gary Lineker, e The Ringer, de Bill Simmons) e ativa diretos pontuais (ex.: Tyson Fury), desenhando um modelo híbrido entre conteúdos com criadores e momentos live.
  • A Disney+ lançou formatos de estúdio (Vibe Check) e o YouTube posiciona momentos desportivos como eventos culturais com forte apelo a patrocínios, incluindo uso de criadores em Jogos Olímpicos de Inverno.

Entre Linhas

  • O “meio-termo” entre direitos bilionários e conteúdos sociais de criadores pode tornar-se canal permanente no mix de media, mantendo tempo de ecrã entre grandes eventos e reduzindo dependência de pacotes de direitos.
  • Plataformas que orquestram personalidades + criadores + eventos seletivos poderão liderar a captação de investimento, oferecendo frequência (programas) e alcances de pico (diretos), sem a exposição financeira de uma liga inteira.

E agora?

  • Espera-se aceleração de formatos de estúdio, podcasts em vídeo e ativações de marcas em eventos únicos nas principais plataformas.
  • Grupos de agências reforçam unidades de desporto para agregar compra programática e medição cross‑canal, facilitando retorno do investimento (ROI) previsível para anunciantes.

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