Bundesliga aprova Fair Play Financeiro interno com teto de 70% dos custos da equipa face às receitas

DFL implementa regra de custos do plantel faseada entre 2026-27 e 2028-29, alinhada com o modelo de sustentabilidade financeira da UEFA, com sanções graduais para incumpridores.

5 mar 2026 • há 12 horas • Leitura original: Calcio e Finanza
Bundesliga aprova Fair Play Financeiro interno com teto de 70% dos custos da equipa face às receitas — Calcio e Finanza

O que aconteceu

A Deutsche Fußball Liga (DFL) aprovou por unanimidade, em Assembleia de clubes da Bundesliga e 2. Bundesliga (equivalente à II Liga), um Fair Play Financeiro (FPF) doméstico. O novo enquadramento, inspirado nas regras de sustentabilidade financeira da UEFA, fixa que os custos da equipa (plantel) não podem ultrapassar 70% das receitas relevantes. A regra será introduzida de forma gradual a partir de 2026-27 e aplicada na íntegra em 2028-29.

Por Que Importa

  • Impõe uma disciplina orçamental comum, reduzindo risco de défices estruturais e de quebras de solvência que afetem a competição.
  • Alinha o futebol alemão com o referencial da UEFA, simplificando o cumprimento regulatório para clubes presentes em provas europeias.
  • Cria um quadro de sanções previsível (multas, perda de pontos, proibição de registar jogadores), aumentando a baixa exposição reputacional e a confiança de investidores e patrocinadores.
  • Diferencia tratamento entre clubes participantes e não participantes nas competições UEFA e entre défices cobertos por capital próprio e não cobertos, preservando margem de investimento responsável.

Contexto

  • A DFL já operava um sistema de licenças com exigências de liquidez, critérios desportivos, de pessoal, administrativos, infraestruturais e financeiros, considerado estabilizador da Bundesliga.
  • O novo monitorização foi desenvolvido pelo grupo de trabalho “Estabilidade Financeira”, com a DFL e representantes de seis clubes: Bayer Leverkusen, Borussia Dortmund, Schalke 04, Hamburgo, RB Leipzig e Darmstadt.

Entre Linhas

  • A regra de 70% funciona como travão de custos salariais e honorários associados ao plantel, incentivando políticas de salários sustentáveis e planeamento de transferências mais eficiente.
  • A faseagem até 2028-29 dá tempo para recalibrar contratos e carteiras de jogadores, mitigando choques competitivos imediatos.

E agora?

  • A DFL irá detalhar a metodologia de cálculo de “receitas relevantes” e “custos da equipa” e o calendário de monitorização.
  • Clubes com estratégias de crescimento poderão recorrer a reforço de capital próprio para suportar investimento temporário, dentro dos limites definidos.

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