Premier evita sanções do FPF inglês após vendas internas de equipas femininas
Everton e Aston Villa usaram alienação de equipas femininas para gerar mais‑valias contabilísticas válidas nas PSR; UEFA não reconhece e o Villa arrisca nova multa por custo da plantel.
O que aconteceu
Todos os 20 clubes da Premier League cumpriram, na época 2024/25, as Profitability and Sustainability Rules (PSR — o “Fair Play Financeiro” inglês), que limitam perdas a 105 M£ em três anos. Segundo o The Times, pelo menos o Everton (controlado pela família Friedkin) e o Aston Villa registaram mais‑valias ao vender as suas equipas femininas a empresas relacionadas, operação aceite nas PSR como receita, embora não conte para os cálculos financeiros da UEFA.
Por Que Importa
- Mitigação de perdas: as vendas internas de activos (equipas femininas, hotéis) permitem melhorar resultados para efeitos PSR, evitando sanções domésticas.
- Divergência regulatória: a UEFA não reconhece estas mais‑valias; o Aston Villa pode enfrentar nova multa por exceder a regra de custo do plantel (>70% dos proveitos em salários, transferências e agentes).
- Pressão por reformas: a Premier tentou, sem sucesso por três vezes, mudar as regras para travar estas práticas; mantém avaliações de fair value para reduzir risco de abuso.
- Novo enquadramento: a partir da próxima época, entra uma regra tipo UEFA na Premier com teto de 85% para gastos com jogadores e agentes face às receitas, adicionando controlo além das PSR.
Contexto
- As PSR permitem certas deduções e aceitam mais‑valias de transações com partes relacionadas, desde que avaliadas a valor justo.
- O Chelsea foi pioneiro ao identificar a possibilidade de vender activos a entidades do mesmo perímetro e reconhecer lucro para efeitos PSR.
E agora?
- Clubes continuam obrigados a cumprir as PSR na época corrente; decisões sobre eventuais violações serão tomadas daqui a um ano.
- A harmonização entre Premier League e UEFA continuará crítica: discrepâncias nos critérios podem gerar clubes “conformes” a nível doméstico mas vulneráveis a sanções europeias.