Investidores dos EUA sobem para 49% no Cagliari; Giulini mantém controlo

Fluorsid cede mais 29% a grupo ligado a Maurizio Fiori e Prashant Gupta, reforçando capital para estádio e estrutura do clube.

23 fev 2026 • há 12 horas • Leitura original: Calcio e Finanza
Investidores dos EUA sobem para 49% no Cagliari; Giulini mantém controlo — Calcio e Finanza

O que aconteceu

O Cagliari Calcio anunciou que o seu acionista de controlo, o Fluorsid Group, vendeu mais 29% do capital a um grupo de investidores norte‑americanos ligado a Maurizio Fiori e Prashant Gupta, elevando a participação destes para 49%. A maioria permanece com o presidente Tommaso Giulini, que mantém o controlo da SAD. A entrada inicial dos investidores tinha sido de 20%. Valores financeiros não divulgados.

Por Que Importa

  • Reforço de capital sem perda de controlo: Giulini preserva a maioria enquanto garante minoria qualificada (49%) capaz de apoiar investimento e governação.
  • Objetivo declarado é financiar o novo estádio e o fortalecimento patrimonial e organizacional — áreas com forte impacto em receitas futuras (bilhética, camarotes, naming, eventos).
  • A presença de investidores dos EUA pode abrir novos canais comerciais e media no mercado norte‑americano, diversificando patrocínios e audiência internacional.
  • Governança: Fiori já é vice‑presidente e Gupta integra o conselho de administração, sinalizando maior influência estratégica sem rutura de gestão.

Contexto

  • O investimento segue uma “visão industrial” comum, segundo o clube, com continuidade de gestão assegurada por Giulini.
  • A subida para 49% ocorre semanas após a entrada inicial de 20%, demonstrando aceleração no plano de capitalização.

Entre Linhas

  • Ausência de divulgação de valorização do clube e termos da operação (preço, direitos de preferência, acordos de voto) limita a leitura do retorno do investimento (ROI) e da margem de manobra dos minoritários.

E agora?

  • Próximos marcos: aprovação e calendarização do projeto de estádio (licenças, financiamento, naming rights) e eventual revisão de acordos comerciais para capturar o novo posicionamento internacional.
  • A estrutura a 51/49 sugere potencial para novas rondas de capital se as metas de infraestrutura exigirem mais financiamento (não confirmado).

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