AFE abandona a FIFPRO e vai liderar novo sindicato mundial de futebolistas

Com apoio de 99,8% dos seus delegados, o sindicato espanhol rompe com a FIFPRO alegando falta de transparência e fraca interlocução internacional, e prepara uma nova estrutura global.

12 fev 2026 • há 12 horas • Leitura original: 2Playbook
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O que aconteceu

A Asociación de Futbolistas Españoles (AFE) decidiu abandonar a Federação Internacional de Futebolistas Profissionais (FIFPRO) e avançar para a criação de um novo sindicato mundial de jogadores e jogadoras. A decisão, aprovada por 99,8% dos delegados da AFE, surge pouco mais de um ano após David Aganzo ter deixado a presidência da FIFPRO. A AFE justifica a ruptura com “absoluta falta de transparência” e “nula interlocução” da FIFPRO com instituições internacionais, e afirma que o novo organismo terá como objetivo reforçar a representação junto dos operadores do desporto mundial.

Por Que Importa

  • Reconfigura o mapa de representação laboral no futebol global, com impacto em negociações sobre condições de trabalho, calendário, transferências e mecanismos de proteção.
  • Pode afetar a capacidade de lobbying junto de FIFA, confederações e ligas, alterando o equilíbrio entre sindicatos nacionais e a atual estrutura da FIFPRO.
  • Cria incerteza sobre direitos de negociação coletiva transnacional e serviços partilhados (seguros, apoio jurídico, fundos de garantia), com potenciais custos de transição.
  • Pressiona a FIFPRO a rever governança e transparência, sob risco de perda de associados, receitas de quotas e patrocínios institucionais.

Contexto

  • A AFE é um dos sindicatos mais relevantes da Europa, representando profissionais em Espanha, um dos maiores mercados do futebol.
  • A saída ocorre após a passagem de David Aganzo pela presidência da FIFPRO, sinalizando divergências de governação internas.

Entre Linhas

  • Ainda não foram divulgados o modelo de governação, o financiamento inicial e os membros fundadores do novo sindicato (não confirmado).
  • O alcance real desta iniciativa dependerá da adesão de outros sindicatos nacionais e do reconhecimento por parte de organismos como a FIFA e ligas profissionais.

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