Amazon ultrapassa a DAZN na despesa global em direitos desportivos em 2026
Ampere Analysis estima que a Amazon Prime Video concentre 27% da despesa mundial em direitos de desporto em plataformas de transmissão online, impulsionada pelo novo acordo com a NBA.
O que aconteceu
Segundo a consultora Ampere Analysis, em 2026 a Amazon Prime Video liderará a despesa mundial em direitos desportivos em plataformas de transmissão online (streaming), com 27% do total, superando a DAZN (22%) e o YouTube (14%). A despesa global do sector atingirá 14,2 mil milhões de dólares em 2026 (+7% face a 2025). O salto da Amazon resulta do arranque em pleno do contrato plurianual com a NBA, avaliado em 1,8 mil milhões de dólares por época.
Por Que Importa
- Reequilíbrio competitivo: os grandes serviços generalistas (Amazon, Netflix, Paramount+, Disney+, Apple TV) deverão representar 44% da despesa em 2026 (vs. 31% em 2025), pressionando plataformas especializadas como a DAZN.
- Mais poder negocial das ligas: a entrada de players com bases massivas de assinantes e publicidade integrada eleva o preço dos pacotes premium e alonga prazos contratuais.
- Impacto em audiências e receitas: carteiras com NBA, NFL e Liga dos Campeões reforçam captação de assinantes, taxas de churn mais baixas e receitas publicitárias em eventos ao vivo de alto alcance.
- Volatilidade anual: a queda relativa da DAZN é influenciada pela ausência, em 2026, do Mundial de Clubes da FIFA, que inflacionou a sua despesa em 2025.
Números
- Despesa global em 2026: $14,2 mil M (2025: $13,2 mil M, +7%).
- Quotas estimadas 2026: Amazon 27%, DAZN 22%, YouTube 14%.
- Contratos-âncora: NBA (Amazon) — $1,8 mil M/época; UFC (Paramount+, EUA) — $1,1 mil M/ano.
Contexto
- A Amazon soma a NBA ao portefólio que já inclui o NFL Thursday Night Football nos EUA e direitos da Liga dos Campeões em mercados como Alemanha, Itália e Reino Unido.
- A Paramount+ entra no top‑5 global de investidores em streaming desportivo graças ao novo acordo com a UFC nos EUA, sinalizando maior competição por conteúdos premium.
Entre Linhas
- A migração do investimento para operadores com publicidade embutida reforça modelos híbridos (assinatura + anúncios), com foco em retorno do investimento (ROI) via inventário ao vivo de baixa exposição reputacional.
- Expectável maior fragmentação por mercados, com pacotes regionais e leilões mais competitivos nos próximos ciclos de direitos.