Manchester United enfrenta buraco comercial e acelera correção estratégica: cláusula da Adidas e patrocínios em falta custam milhões
Sem Champions e com cortes na equipa comercial, o clube procura novo patrocinador para treino e manga, enquanto ajusta a relação com parceiros e governação sob influência da INEOS.
O que aconteceu
O Manchester United caiu na tabela da Football Money League da Deloitte após 2023-24 sem Liga dos Campeões e enfrenta um vazio comercial: terminou o acordo de treino com a Tezos (£24 M/ano) e o patrocínio de manga da DXC expira no fim da época. Apesar de receitas comerciais recorde em 2023-24 (£333,3 M = €386 M), o clube encara agora penalizações contratuais no acordo com a Adidas (até €11,6 M por época; £10 M) por ausência das competições europeias em 2024-25 e a necessidade de fechar novos patrocínios a valor adequado. Jean‑Claude Blanc (INEOS) intensificou o acompanhamento das operações comerciais, em articulação com Marc Armstrong.
Por Que Importa
- Falha de qualificação europeia derrubou as receitas de transmissão e ativa a penalização da Adidas: €11,6 M (£10 M) este ano e mais €11,6 M se não houver Liga dos Campeões em 2025-26.
- Buraco imediato mínimo de €27,8 M (£24 M) pela saída da Tezos, potencialmente maior se a manga ficar sem patrocinador—pressão direta no fluxo de caixa e no cumprimento de metas de retorno do investimento (ROI) para parceiros.
- Reputação comercial ainda robusta (Adidas ~€104,2 M/ano (£90 M); Qualcomm/Snapdragon ~€69,5 M/ano (£60 M)), mas a dependência de grandes âncoras aumenta o risco se a performance desportiva continuar irregular.
- Reestruturação e cortes na equipa comercial (‑24% de efetivos, de 170 para 129) fragilizaram projetos integrados com tecnologia, reduzindo capacidade de ativação e retenção de patrocínios.
Contexto
- Receitas de patrocínios em 2023-24 atingiram €218,2 M (£188,4 M), 2.º maior registo do clube; a força histórica assenta em Old Trafford (74.197 lugares) e na escala global da marca.
- A frase de 2018 de Ed Woodward – de que a performance em campo tem impacto limitado no negócio comercial – começa a ser testada com a ausência da Europa e maior escrutínio dos parceiros.
Entre Linhas
- INEOS privilegia cumprir estritamente o contrato com parceiros; cortes em ativações e benefícios (bilhetes, camisolas, campanhas) podem reduzir a perceção de valor e dificultar renovações.
- Saídas de quadros-chave (ex.: James Holroyd, Victoria Timpson) implicam perda de conhecimento organizacional crítico para parcerias tecnológicas (Tezos, DXC), tornando substituição mais lenta e cara.
E agora?
- Prioridade: fechar patrocinadores para equipamento de treino e manga com avaliação correta de mercado (valores não divulgados) e mitigar a penalização da Adidas via qualificação europeia.
- Reforçar a capacidade de ativação e dados (ex.: hub de performance iniciado com a DXC) para provar ROI a parceiros e estabilizar a carteira de patrocínios.