IA e tempo livre alimentam corrida do private equity ao desporto

Alívio regulatório nas ligas dos EUA e expectativa de mais lazer impulsionam negócios; 200 operações em 2024 e apetite crescente de investidores sofisticados.

4 fev 2026 • há 13 horas • Leitura original: City A.M. (Maria Ward-Brennan)
IA e tempo livre alimentam corrida do private equity ao desporto — City A.M. (Maria Ward-Brennan)

O que aconteceu

A City A.M. reporta que o aumento do investimento em inteligência artificial (IA) está a libertar tempo de trabalho e a favorecer o lazer, criando um contexto propício a mais consumo e participação no desporto. Segundo Tihir Sarkar, sócio da Cleary Gottlieb (Londres), isso sustenta a crescente presença de private equity (capital de investimento privado) no sector. Em 2024 terão ocorrido cerca de 200 operações em desporto e lazer. Exemplos recentes incluem a aquisição do Chelsea FC pela Clearlake Capital por $5,3 mil milhões (2022) e a tomada de 31% do Inter de Milão pela Oaktree Capital (2021). Nos EUA, após o relaxamento das regras de propriedade em ligas como NFL, NBA e NHL, mais de 74 equipas norte‑americanas têm hoje participação de private equity.

Por Que Importa

  • Mais tempo livre induzido por IA pode elevar a procura por conteúdos, experiências e bilhética/merchandising, sustentando receitas e retorno do investimento (ROI) para fundos.
  • A abertura regulatória nas grandes ligas dos EUA criou janela de entrada para capital institucional, com efeitos em valorização de activos e estruturas de governação.
  • Cresce a necessidade de assessoria jurídica devido a regras complexas e, por vezes, com enquadramentos antigos, elevando custos de transação e barreiras à entrada.
  • A consolidação de activos desportivos por private equity pode reconfigurar direitos de transmissão e estratégias de preço para maximizar cash flows.

Contexto

  • Clearlake Capital comprou o Chelsea por $5,3 mil milhões (2022); a Oaktree adquiriu 31% do Inter (2021).
  • Nos EUA, ligas como NFL, NBA e NHL flexibilizaram a entrada de fundos; o college sports também começa a admitir investimento institucional (grau de abertura varia por entidade).

Entre Linhas

  • A tese macro liga IA → mais lazer → mais consumo desportivo, mas a elasticidade da procura e a repartição geográfica do tempo livre são não confirmadas.
  • A atracção de capital sofisticado deverá pressionar avaliações e alongar horizontes de investimento, mas mantém‑se o risco de alavancagem e de conflito entre performance desportiva e metas financeiras.

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