Anta compra 29% da Puma à Artemis por €1,5 mil milhões e torna-se maior acionista

Holding dos Pinault desinveste participação considerada não estratégica; foco da Anta é acelerar a expansão global e reativar a China.

27 jan 2026 • 09:55 • Leitura original: Calcio e Finanza
Anta compra 29% da Puma à Artemis por €1,5 mil milhões e torna-se maior acionista — Calcio e Finanza

O que aconteceu

A Anta Sports, gigante chinês de artigos desportivos, acordou comprar à Artemis (holding da família Pinault) cerca de 29% da Puma por €1,5 mil milhões (43+ milhões de ações a €35 cada), tornando-se o maior acionista da marca alemã. O anúncio, comunicado em Hong Kong, impulsionou as ações: Puma +9% (após pico de +17%) e Anta +2%; a Kering subiu +1%.

Por Que Importa

  • Reconfiguração acionista num dos três grandes do vestuário desportivo, com potenciais efeitos em patrocínios no futebol (seleções, clubes e atletas equipados pela Puma).
  • A Anta ganha escala e distribuição para relançar a Puma na China, mercado chave para crescimento de receitas e margens no segmento performance e lifestyle.
  • A Artemis reduz endividamento e mantém foco em ativos controlados de luxo, após classificar a participação na Puma como não estratégica.
  • Movimento reforça a consolidação entre marcas de desporto, com impacto em negociação de direitos de imagem, fornecimento de equipamentos e disputa de quota face a Nike e Adidas.

Contexto

  • A Artemis (família Pinault) assumiu a participação em 2018, quando a Kering se reposicionou como grupo de luxo puro.
  • A Anta, fundada em 1991 no Fujian, controla marcas como Salomon, Wilson, Peak Performance, Atomic e gere no mercado chinês Fila e Descente; liderou em 2019 a compra da Amer Sports por cerca de $5,2 mil milhões.

Números

  • Participação transacionada: ~29% da Puma.
  • Preço por ação: €35; montante total: €1,5 mil milhões.
  • Reação de mercado no anúncio: Puma +9%, Anta +2%, Kering +1%.

E agora?

  • A Anta sinaliza manter a identidade e tradição da Puma, procurando acelerar o crescimento internacional; alterações estratégicas profundas na gestão não foram anunciadas (não confirmado).
  • Possível reforço de investimento da Puma em futebol (equipamentos e contratos com atletas), visando quota na Ásia e monetização via diretos comerciais e retalho.

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