EHF pondera wild-cards para clubes do Médio Oriente na Champions a partir de 2026-2027
Novo modelo amplia a Champions para 24 equipas, reserva convites a clubes não europeus e redefine acesso com base no ranking 2022-2025.
O que aconteceu
A Federação Europeia de Andebol (EHF) confirmou um novo modelo de distribuição de vagas para a Champions League e a European League masculinas a partir de 2026-2027. A grande novidade é a possibilidade de atribuir convites (wild-cards) a clubes fora da Europa — abrindo a porta a equipas do Médio Oriente — além de expandir a Champions para 24 equipas, com seis grupos de quatro.
Por Que Importa
- Expansão geográfica pode atrair novas audiências e patrocinadores do Golfo, diversificando receitas de direitos, patrocínios e hospitalidade.
- Aumento para 24 equipas e fase de grupos alargada cria mais jogos comercializáveis para emissões e bilhética, com potencial incremento de retorno do investimento (ROI).
- O modelo reforça a concorrência entre federações, pressionando investimento em plantéis e infraestruturas para captar vagas adicionais.
- A abertura a não europeus replica estratégias vistas noutras ligas (ex.: Euroliga de basquetebol), buscando crescimento internacional sem criar uma nova competição.
Números
- Top-10 federações no ranking acumulado 2022-2025 (Alemanha, Espanha, França, Dinamarca, Polónia, Hungria, Roménia, Portugal, Croácia, Noruega) terão 1 lugar fixo e podem pedir até 2 promoções desde a European League, com um máximo de 8 equipas admitidas por este mecanismo.
- A EHF mantém até 4 vagas abertas para federações sem lugar fixo, além das wild-cards para clubes fora da Europa (valores não divulgados).
- Formato: 6 grupos de 4; 1.º e 2.º seguem para a ronda principal; 3.º e 4.º transitam para a European League.
Contexto
- Em outubro, a EHF anunciou os Jogos Europeus de Andebol, torneio de seleções semelhante ao olímpico, com 8 equipas masculinas e 8 femininas; os campeões qualificam-se para os Jogos Olímpicos. Primeira edição em 2030, periodicidade quadrienal.
E agora?
- Expectativa de negociações com ligas e clubes do Médio Oriente para alinhar calendários, viagens e critérios de elegibilidade (não confirmado).
- Potencial atualização de contratos de direitos de transmissão e patrocínios para refletir o novo inventário de jogos e mercados-alvo.