Inquérito expõe quebra de confiança dos adeptos do Chelsea na liderança de BlueCo

Mais de 90% dos inquiridos duvidam das decisões desportivas; pedido de maior liderança e responsabilização. Nomeação de Liam Rosenior em contrato de seis anos não apazigua críticas.

7 jan 2026 • 09:42 • Leitura original: The Athletic (via Jessica Hopkins)
Inquérito expõe quebra de confiança dos adeptos do Chelsea na liderança de BlueCo — The Athletic (via Jessica Hopkins)

O que aconteceu

Um inquérito relâmpago do Chelsea Supporters’ Trust (CST), com quase 4.000 respostas em 48 horas e encerrado domingo à noite, revelou que >90% dos adeptos não confiam nas decisões desportivas da atual propriedade do Chelsea (BlueCo, consórcio de Todd Boehly e Clearlake Capital). Na terça-feira, o clube confirmou Liam Rosenior como quarto treinador permanente desde 2022, com contrato de seis anos, após a saída de Enzo Maresca. Mais de 80% não acreditam que a gestão atual garanta sucesso sustentado a 3–5 anos.

Por Que Importa

  • Quebra de confiança ameaça receitas comerciais: perceção negativa pode pressionar vendas de bilhetes, hospitalidade e patrocínios que valorizam estabilidade e visão desportiva.
  • Rotatividade técnica e estrutural (quatro treinadores desde 2022) levanta dúvidas sobre modelo de governação e retorno do investimento (ROI) em transferências e salários.
  • A relação Chelsea–Strasbourg sob a BlueCo, com 12 transferências desde 2023, intensifica escrutínio regulatório e de multi-propriedade, com impacto reputacional em ambos os mercados.
  • Pedido dos adeptos por liderança e responsabilização indica necessidade de comunicação e critérios de decisão mais claros para proteger valor de marca.

Números

  • 90% sem confiança nas decisões de futebol da propriedade.

  • 80% descrentes em sucesso sustentado a 3–5 anos.

  • 53,7% com “nenhuma confiança” e 36,9% “pouca confiança” nas decisões dos donos.
  • 46,3% “nenhuma confiança” e 40,6% “pouca confiança” nos diretores desportivos Paul Winstanley e Laurence Stewart e equipas de recrutamento/operações.
  • 40% consideram a atual estrutura desportiva “inadequada”; 42,69% veem “fragilidades significativas”.

Entre Linhas

  • O CST fala em “lacuna material e continuada de confiança” e pede explicações e racional das decisões — sinal de problema de governança mais do que de resultados de curto prazo.
  • Adeptos do Strasbourg também protestaram, após a saída de Rosenior, ampliando o risco de baixa exposição reputacional do grupo.

E agora?

  • A BlueCo terá de clarificar o enquadramento desportivo (papéis, métricas e accountability) e a estratégia de multi-clube, para mitigar pressão de adeptos e parceiros.
  • Transparência em recrutamento, pathways de formação e critérios de nomeação de treinadores pode estabilizar perceção e proteger receitas (valores não divulgados).

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