NWSL cria exceção salarial de $1M para “High Impact Players”, contra posição do sindicato

Nova regra permite exceder o teto salarial até $1M por atleta elegível a partir de 2026; associação de jogadoras ameaça ação legal por falta de negociação coletiva.

29 dez 2025 • 10:18 • Leitura original: The Athletic (via The New York Times)
NWSL cria exceção salarial de $1M para “High Impact Players”, contra posição do sindicato — The Athletic (via The New York Times)

O que aconteceu

A National Women’s Soccer League (NWSL) aprovou a regra High Impact Player (HIP), que autoriza os clubes a pagar até $1 milhão acima do teto salarial a jogadoras que cumpram critérios desportivos ou comerciais. A medida, pensada para reter talentos de topo como Trinity Rodman no mercado norte‑americano, entra em vigor a 1 de julho de 2026, embora contratações elegíveis possam ser assinadas já, com a aplicação financeira adiada. A Associação de Jogadoras (NWSLPA) contestou a decisão por não ter sido formalmente negociada, admitindo avançar para litígio.

Por Que Importa

  • Competitividade global: a exceção visa travar a fuga para ligas sem teto salarial (ex.: Women’s Super League), permitindo ofertas mais agressivas a atletas de elite.
  • Flexibilidade financeira: a liga estima até $115 milhões em compensações adicionais até 2030, sem abandonar o modelo de teto salarial que sustenta a paridade competitiva.
  • Risco regulatório/laboral: a implementação unilateral pode desencadear arbitragem ou litígio, criando incerteza contratual e de planeamento para clubes e jogadoras.
  • Estratégia de valorização: ao ligar elegibilidade a referências como Ballon d’Or e rankings mediáticos, a NWSL tenta posicionar‑se como destino para nomes com tração comercial e de audiência.

Números

  • Teto salarial: $3,5M em 2025 (com partilhas de receita de $200k/club), projetado para > $5M em 2030.
  • Exceção HIP: até $1M por clube, com possibilidade de repartir por mais de uma jogadora elegível; cada contrato via HIP terá de valer no mínimo 12% do salário base.
  • Potencial agregado: $115M em compensações extra até 2030, segundo a liga.

Entre Linhas

  • Critérios de elegibilidade incluem: Top 30 do Ballon d’Or; presença em listas anuais de melhores do mundo (The Guardian Top 100, ESPN FC Top 50); ranking SportsPro Media 150 Atletas Mais Comercializáveis; minutos no topo da hierarquia da seleção dos EUA; finalista a MVP da NWSL; Best XI da época.
  • O sindicato propõe alternativa: aumentar o teto em $1M de forma ampla, permitindo aos clubes decidir a alocação, em vez de uma exceção com critérios considerados “arbitrários”.

E agora?

  • Prevê‑se arbitragem e possível disputa legal; a resolução do processo ligado a Trinity Rodman mantém‑se pendente.
  • Clubes podem desde já estruturar contratos para ativação em 2026, equilibrando retenção de estrelas e gestão do orçamento dentro do teto.

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