Concessões “sem fricção” ganham espaço nos estádios, mas Europa avança com cautela
Pagamentos móveis, self-checkout e lojas autónomas prometem mais receitas e menos filas — desde que a experiência do adepto não seja sacrificada.
O que aconteceu
No TheStadiumBusiness Summit 2025, em Manchester (Emirates Old Trafford), gestores de recintos e fornecedores debateram a adoção de tecnologias “sem fricção” — pagamentos móveis, self-checkout e assistência personalizada — para reduzir filas e acelerar vendas em zonas de acesso geral. Estudos indicam que adeptos gastariam mais se os tempos de espera fossem menores, mas a implementação exige equilíbrio entre automação e apoio humano.
Por Que Importa
- Menos filas tendem a elevar o ticket médio: um estudo da Oracle aponta que 58% dos adeptos gastariam mais em F&B se esperassem menos.
- A eficiência no pico (ex.: intervalo no futebol) é crítica para maximizar receitas de concessões e rentabilizar o investimento em tecnologia.
- O retorno do investimento (ROI) depende do contexto: nos EUA, maiores pausas de jogo e gasto médio mais elevado (c. $42 por jogo) aceleram o payback; na Europa, a dinâmica do futebol torna-o mais lento.
- Dados operacionais (tempos de espera, padrões de compra, inquéritos) são essenciais para optimizar a oferta e a dotação de equipas e reduzir riscos de adoção.
Entre Linhas
- Poupanças laborais existem, mas não devem ser o único pilar do business case: falhas de scan ou uso indevido exigem assistência humana para proteger a experiência e a receita.
- Aceitação do adepto é variável; formação de equipas e UX intuitiva evitam “contaminar” a perceção de valor nas primeiras implementações.
Contexto
- EUA vs. Europa: maior frequência de interrupções nas ligas norte‑americanas gera mais tráfego no átrio e melhor alavancagem do investimento; no futebol europeu, janelas de consumo são mais curtas.
- À medida que a adoção se massificar, fornecedores preveem queda de preços e melhor integração entre parceiros, reduzindo custos de implementação.
E agora?
- Pilotos com métricas claras (tempo de espera, conversão, valor por transação) antes de escalar.
- Modelos híbridos: lojas autónomas + staff de apoio para garantir rapidez sem perder funcionalidade.
- Explorar parcerias com POS e plataformas de transmissão online (na primeira menção) para personalização e fidelização via dados, respeitando privacidade e cumprimento regulatório (não confirmado).