Pro League belga enfrenta protestos nas bancadas e clubes pedem diálogo com autoridades

Grupos de adeptos coordenam greves de apoio e boicotes a deslocações; em causa estão cortes no setor visitante, a nova Lei do Futebol e obrigações dos direitos televisivos.

23 dez 2025 • 09:57 • Leitura original: Le Soir (artigo sob paywall)
Pro League belga enfrenta protestos nas bancadas e clubes pedem diálogo com autoridades — Le Soir (artigo sob paywall)

O que aconteceu

Adeptos de vários clubes da Pro League (1.ª e 2.ª divisões belgas) anunciaram ações de protesto até ao final do ano, incluindo 12 minutos de silêncio nos estádios e boicotes a jogos fora (ex.: RAAL, OH Leuven e Westerlo), em reação à redução dos setores visitantes e à futura nova Lei do Futebol. Os clubes manifestaram solidariedade e pediram mais diálogo com as autoridades. Em paralelo, persistem processos judiciais sobre a reforma do formato competitivo e obrigações contratuais dos direitos televisivos.

Por Que Importa

  • Risco de quebra de receita em bilhética e F&B (comida e bebida) por menor afluência e ambientes silenciosos, afetando o matchday revenue.
  • Potencial impacto em audiências e valor de transmissão: estádios sem apoio organizado reduzem produto televisivo, pressionando renegociações ou cláusulas de performance (não confirmado).
  • Reputação e relação com sócios: conflitos prolongados podem reduzir retenção e captação de adeptos, com efeito na venda de lugares anuais e merchandising.
  • Regulação e segurança: a nova Lei do Futebol e restrições aos visitantes podem impor custos operacionais adicionais e alterar políticas de deslocação.

Contexto

  • O movimento retoma o mote “É isto o futebol que querem?”, ecoando protestos na Alemanha que levaram a recuos políticos em medidas mais restritivas.
  • Diretores de clubes, como o do Sporting Charleroi, qualificaram o silêncio coordenado como “abominável”, sublinhando o impacto no espetáculo e na experiência do adepto.

E agora?

  • Clubes defendem uma mesa de diálogo tripartida com autoridades públicas, Liga e representantes de adeptos para rever quotas de visitantes e protocolos de segurança.
  • As ações poderão intensificar-se se não houver calendário claro para a revisão regulatória; efeitos em receitas do inverno e na fase decisiva da época são prováveis.
  • Processos sobre formato da liga e contrato de direitos TV continuarão a criar incerteza jurídica, condicionando o planeamento de receitas e o orçamento de 2026 (não confirmado).

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