Patrocínio do FC Barcelona a startup cripto das Samoa gera críticas e alerta de risco para adeptos

Clube endividado fecha acordo de três anos com a Zero-Knowledge Proof (ZKP) como “parceiro de tecnologia blockchain”; detalhes societários e financiamento levantam dúvidas

28 nov 2025 • 07:49 • Leitura original: Financial Times (resumo)
Patrocínio do FC Barcelona a startup cripto das Samoa gera críticas e alerta de risco para adeptos — Financial Times (resumo)

O que aconteceu

O FC Barcelona anunciou este mês um patrocínio de três anos com a Zero-Knowledge Proof (ZKP), uma startup cripto registada nas Samoa, que passa a “parceiro oficial de tecnologia blockchain”. A ZKP promoveu de imediato um leilão de 200 milhões de moedas próprias, enquanto o clube emitiu um comunicado a distanciar‑se do token, afirmando não ter qualquer ligação à emissão nem usar a tecnologia associada. Críticos, incluindo o ex‑diretor Xavier Vilajoana, questionam a diligência prévia do clube.

Por Que Importa

  • Reputação e risco para adeptos: associação a uma entidade com informação societária opaca e financiamento alegado de $100 milhões (não confirmado) pode expor fãs a perdas em ativos que “podem tornar‑se sem valor”.
  • Pressão financeira: o Barcelona soma €469 milhões de dívida líquida e mais de €900 milhões de financiamento ligado à remodelação do estádio, aumentando a urgência de novas receitas de patrocínio.
  • Conflito regulatório e de conformidade: termos regidos pelas leis das Samoa e estrutura “descentralizada” complicam due diligence, KYC/AML e salvaguardas para consumidores.
  • Histórico do setor: múltiplas parcerias cripto no futebol terminaram em incumprimento de pagamentos, elevando o risco de crédito destes acordos.

Contexto

  • Acordo anunciado nas redes: a ZKP divulgou a parceria no seu primeiro post na plataforma X, quando tinha apenas dezenas de seguidores — um sinal de baixa prova de tração.
  • Identidades e governança: o site da ZKP dá poucos detalhes sobre equipa e investidores; referência anterior a “Braxova Ltd” (Samoa) foi removida. A empresa diz não ter base física por ser “descentralizada”.
  • Ecos de tecnologia: “prova de conhecimento zero” permite verificar informação/solvência sem divulgar dados; a ZKP usou a narrativa de privacidade para promover o leilão do token.

Números

  • €469 milhões: dívida líquida reportada pelo FC Barcelona.
  • €900 milhões: empréstimos ligados à remodelação do estádio.

  • €1,5 mil milhões: custo alvo da reconstrução do estádio (referência anterior do clube).
  • 200 milhões: número de moedas ZKP leiloadas.

E agora?

  • Monitorização de pagamentos e contrapartidas: será crucial verificar cumprimento financeiro da ZKP e o uso dos canais digitais do clube para publicidade ao projeto.
  • Governação interna: a contestação política (eleições presidenciais em 2026, candidatura anunciada de Xavier Vilajoana) pode reabrir o dossiê e rever critérios de risco para patrocínios tecnológicos.
  • Comunicação com adeptos: reforçar avisos de não endosso a tokens e educar sobre riscos de criptoativos pode mitigar potenciais danos reputacionais.

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