Intervenção no Ueno Bank congela patrocínios de Olimpia, Cerro Porteño e da federação paraguaia
O Banco Central do Paraguai interveio no maior banco digital do país, que dava nome à primeira divisão e ao Estádio Defensores del Chaco. Os salários de jogadores estão em contas bloqueadas.
O que aconteceu
O Banco Central do Paraguai (BCP) decretou a 3 de novembro a intervenção no Ueno Bank, o maior banco digital do país. O Ueno era um dos principais patrocinadores do futebol paraguaio e todos os seus contratos estão congelados, com tendência para terminar com a dissolução do banco. A justiça ordenou a prisão de oito administradores, incluindo o presidente, Gabriel Vázquez. Os campeonatos mantêm o calendário normal.
Por Que Importa
- O Ueno era um dos principais patrocinadores do Olimpia e do Cerro Porteño e parceiro dos cartões de afinidade dos dois clubes.
- Tinha acordos com a Federação Paraguaia de Futebol (FPF) para as seleções nacionais e dava nome à primeira divisão, a Copa de Primera Ueno.
- Detinha os direitos de nome do Estádio Defensores del Chaco, o maior do país.
- Jogadores, equipas técnicas e funcionários recebiam o salário em contas no Ueno, agora bloqueadas. O Governo limitou os levantamentos a 10 milhões de guaranis por cliente, cerca de 1,5 mil euros.
Contexto
- O Ueno nasceu da Financiera El Comercio, fundada em 1976. Em 2021 foi comprado pelo Grupo Vázquez, que o transformou num banco totalmente digital, e em 2024 comprou o Banco Visión.
- O banco geria cerca de 759 M€ (850 milhões de dólares) de recursos públicos, incluindo fundos de pensões do Instituto de Previsión Social (IPS).
- Segundo a Máquina do Esporte, o Grupo Vázquez obteve empréstimos excessivos e irregulares do próprio banco, e a revisão das contas mostrou uma solvência abaixo de metade do mínimo exigido pelo BCP.