Cuiabá não perde patrocínio com proibição das apostas, mas enfrenta dívida de €6,7 milhões
O clube deixou de negociar com casas de apostas no fim de 2022. Cristiano Dresch prevê aplicar recursos próprios em 2026 e 2027 para equilibrar as contas.
O que aconteceu
O Cuiabá, da Série B brasileira, não perde receitas de patrocínio de casas de apostas com a proibição descrita pela Máquina do Esporte como decorrente de uma medida provisória. O clube deixou de negociar com o setor no fim de 2022. Numa entrevista publicada em 28 de outubro de 2026, o presidente Cristiano Dresch disse que o Cuiabá tem €6,7 milhões (R$ 40 milhões) de dívida e que pretende aplicar recursos próprios para equilibrar as contas em 2026 e 2027; o montante previsto não foi divulgado.
Por Que Importa
- O último patrocínio de uma casa de apostas ao Cuiabá, em 2022, rendia €134 mil por ano (R$ 800 mil). Ao dispensar essas parcerias, o clube evitou uma perda direta com a proibição.
- Dresch considera que os clubes terão de reduzir a dependência deste setor, mesmo que a medida provisória seja rejeitada pelo Congresso Nacional. A previsão de que as casas de apostas regressem com investimentos menores é uma opinião do dirigente.
- Segundo o Painel de Solvência da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), €6 milhões (R$ 36 milhões) da dívida do Cuiabá vencem no curto prazo. O clube tem compromissos em atraso, apesar de registar bens e direitos a receber superiores ao total da dívida.
Números
- Os bens e direitos a receber somam €19,8 milhões (R$ 118 milhões), uma diferença positiva de €13,1 milhões (R$ 78 milhões) face à dívida.
- Dresch atribui parte da pressão financeira à descida à Série B e a contratos ainda com valores de Série A. Disse que o clube pagou €839 mil (R$ 5 milhões) para rescindir o contrato de um treinador e que a folha salarial ronda €252 mil por mês (R$ 1,5 milhões).
- O presidente afirmou ainda que atrasos em pagamentos de transferências pelo Corinthians e pelo Santos prejudicaram a tesouraria do Cuiabá.