Mundial 2030 abre oportunidades de investimento hoteleiro em Marrocos, com incentivos até 30%
A coorganização do torneio com Espanha e Portugal pode acelerar projetos de alojamento, mas investidores enfrentam licenças e restrições fundiárias.
O que aconteceu
Marrocos, coorganizador do Mundial de futebol de 2030 com Espanha e Portugal, prepara a ampliação da capacidade hoteleira nas cidades anfitriãs. Uma análise jurídica publicada pela Garrigues identifica oportunidades para investidores estrangeiros e destaca que, ao abrigo da Carta de Investimentos em vigor desde dezembro de 2022, os apoios podem atingir 30% do investimento, dependendo das características do projeto.
Por Que Importa
- A procura de alojamento associada ao Mundial pode favorecer novos hotéis e a modernização dos existentes, embora a dimensão do investimento necessário não seja quantificada.
- Os apoios dependem de critérios como criação de emprego, localização e sustentabilidade; grandes empreendimentos podem beneficiar de acordos específicos com o Estado.
- A necessidade de licenças urbanísticas, eventuais autorizações ambientais e classificação hoteleira pode afetar custos e prazos de execução.
Contexto
- Investidores estrangeiros podem adquirir imóveis em zonas urbanas, mas a compra de terrenos agrícolas está sujeita a restrições. Contratos de gestão e franquias são outras opções para operadores internacionais.
- A Garrigues assinala que novos incentivos e procedimentos simplificados ligados ao torneio são esperados, mas não confirmados; recomenda avaliar desde cedo os riscos jurídicos e administrativos.