Proibição das apostas no Brasil põe patrocínios de 14 clubes da Série A em dúvida

A medida provisória abre espaço a outros patrocinadores, mas os clubes ainda não definiram o futuro dos contratos com casas de apostas.

28 set 2026 • há 1 hora • 2 min de leitura • Leitura original: Máquina do Esporte
Proibição das apostas no Brasil põe patrocínios de 14 clubes da Série A em dúvida — Máquina do Esporte
Imagem via Máquina do Esporte

O que aconteceu

Uma medida provisória assinada em 25 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva proíbe as apostas desportivas no Brasil. Na Série A do Brasileirão, 14 dos 20 clubes têm casas de apostas como patrocinadores principais, mas ainda não decidiram o que fazer aos contratos. A continuidade da proibição poderá depender do resultado das eleições presidenciais.

Por Que Importa

  • A eventual saída das casas de apostas pode obrigar os clubes a procurar novas receitas de patrocínio; valores não divulgados para os contratos afetados.
  • O interesse de outras empresas mostra que a principal posição publicitária das camisolas continua a atrair potenciais patrocinadores, embora não haja acordos de substituição anunciados.

Contexto

  • A Cimed, já ligada ao Palmeiras, ao Cruzeiro e à seleção brasileira, manifestou publicamente interesse em patrocinar mais clubes, através do seu presidente executivo, João Adibe Marques.
  • A Máquina do Esporte refere o alegado interesse da Fatal Model no Flamengo e no Corinthians. O Flamengo negou contactos com a empresa; o Corinthians não se pronunciou. Caixa, Assaí, Crefisa e Banco BMG são apontados como possíveis candidatos, sem propostas concretas descritas.

Entre Linhas

  • A incerteza sobre a duração da proibição dificulta decisões sobre os patrocínios atuais e a negociação de alternativas.

Em perspetiva

Em dezembro de 2025, o Brasil sancionou uma subida gradual do imposto sobre as casas de apostas, de 12% para 15% até 2028. Em fevereiro, o Corinthians prolongou até dezembro de 2029 o patrocínio principal da Esportes da Sorte, estimado em €24,6 milhões anuais, com prémios que podem elevar o valor acima de €32,8 milhões. Ainda em meados de setembro, a hipótese em discussão no Governo previa preservar as apostas desportivas e os respetivos patrocínios, proibindo os casinos online. A medida agora assinada inverte essa orientação e põe em dúvida compromissos plurianuais.

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