LOSC Lille negoceia controlo operacional da Décathlon Arena e acorda pagar €24 milhões de rendas em atraso

O clube assinou um memorando de entendimento com a Eiffage; a aquisição da empresa responsável pela operação do estádio deverá ficar concluída no primeiro trimestre de 2027.

26 out 2026 • há 1 hora • 2 min de leitura • Leitura original: The Stadium Business
LOSC Lille negoceia controlo operacional da Décathlon Arena e acorda pagar €24 milhões de rendas em atraso — The Stadium Business
Imagem via The Stadium Business

O que aconteceu

  • O LOSC Lille assinou um memorando de entendimento com a Eiffage para assumir a operação da Décathlon Arena
  • Stade Pierre-Mauroy, em Lille. As partes estão em negociações exclusivas para a Lille Arena SAS adquirir a Elisa, empresa da Eiffage responsável pela operação, gestão e manutenção do recinto e áreas associadas. A conclusão do negócio é esperada no primeiro trimestre de 2027; o valor da aquisição não foi divulgado. Em paralelo, o clube acordou pagar €24 milhões de rendas em atraso à proprietária do estádio, a Métropole Européenne de Lille (MEL).

Por Que Importa

  • O acordo aproximaria o LOSC Lille da gestão direta do estádio onde joga, com capacidade para cerca de 50 mil pessoas.
  • O pagamento dos €24 milhões resolverá o diferendo sobre rendas entre o clube e a MEL, de acordo com o presidente desta entidade, Eric Skyronka.
  • A MEL aprovou a operação sem alterar os termos da parceria público-privada que rege o estádio, segundo Eric Skyronka.

Contexto

  • O LOSC Lille é o principal utilizador do estádio desde a sua abertura, em 2012. A Eiffage detém atualmente o direito de o operar até 2043.

Em perspetiva

Em Florença, a Fiorentina propôs investir cerca de €101 milhões na conclusão da requalificação do estádio, num plano que prevê uma concessão de 60 anos e a assunção da gestão e manutenção do complexo. A declaração de interesse público da cidade ainda não adjudica a concessão. Em Lille, a via negociada é a compra da empresa que já opera o recinto, sem alterar a parceria público-privada. Os dois casos mostram como um clube pode procurar gerir um estádio público sem o comprar.

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