Flamengo planeia usar camisola contra proibição das apostas desportivas
A frase «Proibir não é proteger» deverá ocupar o espaço antes reservado à Betano no jogo com o Santos; o clube também contestou os efeitos da medida no Supremo Tribunal Federal.
O que aconteceu
O Flamengo planeia apresentar, no jogo com o Santos de 8 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro, a frase «Proibir não é proteger» no espaço da camisola anteriormente ocupado pela Betano. A iniciativa reage à medida provisória do Governo Federal que retirou as empresas de apostas desportivas do mercado legalizado no Brasil.
Por Que Importa
- A mudança obriga o Flamengo a reorganizar uma das áreas de maior exposição comercial do equipamento, antes ocupada pelo seu patrocinador principal.
- O clube levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma contestação aos efeitos da proibição, enquanto o Congresso Nacional ainda terá de analisar a medida provisória.
- Uma orientação federal permite continuar a vender camisolas fabricadas antes das novas regras com marcas de apostas, preservando a possibilidade de escoar esses produtos.
Contexto
- A campanha já tinha surgido em painéis publicitários de jogos do Campeonato Brasileiro, promovida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), em espaços geridos pela Brax.
- Flamengo, Adidas e Betano chegaram a avaliar a venda a preços reduzidos das camisolas já produzidas. A orientação posterior da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República permitiu a comercialização das existências sem classificar a venda, por si só, como nova ação publicitária.