Atlético-MG termina patrocínio da H2bet após proibição das apostas; acordo rendia cerca de €10,67 milhões por ano
O contrato estava previsto até ao fim de 2027. O governo de Minas Gerais anunciou €2,67 milhões para o clube até ao fim de 2026, mediante exposição de marcas de empresas estatais.
O que aconteceu
O Atlético-MG anunciou o fim antecipado do patrocínio da H2bet após a entrada em vigor da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil. Iniciada em janeiro de 2025, a parceria deveria durar até ao fim de 2027 e representava cerca de €10,67 milhões anuais (R$ 60 milhões) para o clube.
Por Que Importa
- A H2bet ocupava o espaço de maior destaque no equipamento da equipa masculina e surgia também no vestuário de treino, na equipa feminina e nos canais digitais do Atlético-MG. O fim do acordo retira ao clube uma receita comercial relevante.
- O governador Mateus Simões anunciou €2,67 milhões (R$ 15 milhões) para o Atlético-MG até ao fim de 2026, em contrapartida pela presença de marcas de empresas estatais mineiras nos equipamentos. O montante equivale a um quarto da receita anual aproximada do contrato com a H2bet, mas refere-se a um período diferente.
- O Cruzeiro receberá igualmente €2,67 milhões (R$ 15 milhões) na mesma iniciativa, que inclui a exposição das marcas Cemig e Codemge.
Contexto
- De acordo com o MKT Esportivo, o Atlético-MG foi o primeiro clube da Série A do Campeonato Brasileiro a anunciar publicamente o fim de um patrocínio do setor desde a alteração legislativa.
- O Governo Federal fixou as 23h59 de 5 de outubro como prazo para retirar as marcas de casas de apostas. No jogo de 2 de outubro, o Santos já não exibiu a Novibet, enquanto o São Paulo ainda apresentou a Superbet.