Clubes ponderam parar o Brasileirão após proibição das apostas

Dirigentes querem um período de transição para terminar contratos de patrocínio e preparam uma atuação conjunta no Supremo Tribunal Federal.

30 set 2026 • há 1 hora • 1 min de leitura • Leitura original: MKT Esportivo
Clubes ponderam parar o Brasileirão após proibição das apostas — MKT Esportivo
Imagem via MKT Esportivo

O que aconteceu

Clubes brasileiros discutem a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro em reação à medida provisória que proibiu as empresas de apostas no Brasil, noticiou o Estadão. A hipótese surgiu na noite de 28 de setembro, durante a articulação de um boicote a uma reunião com o Governo Federal prevista para o dia seguinte. O encontro foi cancelado depois de vários presidentes de clubes anunciarem que não participariam.

Por Que Importa

  • Os dirigentes defendem uma transição de seis meses a um ano para encerrar contratos de publicidade e patrocínio com empresas de apostas.
  • Uma interrupção da competição afetaria o calendário nacional. O próprio Campeonato Brasileiro tem um acordo de direitos de denominação com a Betano e é apresentado como Brasileirão Betano.
  • Os clubes querem alternativas à linha de crédito com juros baixos que já era negociada antes da medida provisória.

E agora?

  • Segundo o Estadão, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional pediu para participar no processo que contesta a medida no Supremo Tribunal Federal. Os clubes também ponderam pedir, em conjunto, a suspensão da medida, de acordo com informação atribuída a Diogo Dantas, de O Globo.
  • Os dirigentes querem que a Confederação Brasileira de Futebol participe nas conversações com o Governo. A paralisação continua a ser uma possibilidade em discussão, não uma decisão anunciada.
  • Em paralelo, Corinthians e Internacional lideram negociações para uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social destinada a clubes das Séries A e B. O Corinthians propôs ainda à Caixa Económica Federal uma solução para liquidar a dívida da Neo Química Arena, estimada em cerca de €106,5 milhões (R$ 630 milhões), mediante a transferência dos direitos de denominação do estádio.
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