Goldman Sachs acelera venda do Sevilla FC e prepara lista curta; proposta da Mondo Sport Capital gerou ruído
Banco americano conduz processo sem ofertas vinculativas; objetivo dos acionistas é vender a cerca de 3.500 €/ação. Mondo Sport Capital terá avançado com 2.300 €/ação, rejeitado de imediato segundo fontes do clube.
O que aconteceu
Em semana intensa de reuniões em Sevilha, o Goldman Sachs — mandatado desde agosto como estruturador (arranger) da venda do Sevilla FC e principal credor do clube — está a alinhar potenciais investidores e a fechar uma lista curta até ao final de outubro. Não há, para já, ofertas vinculativas. Entre os interessados reaparece a Riverside (RMG). Uma proposta recente da Mondo Sport Capital, liderada por Jordi Marín, de c. 2.300 € por ação por 51% (sem aumento de capital), terá sido rejeitada de imediato pelos acionistas, algo que a parte proponente contesta. O banco reuniu também com o Real Betis sobre a financiamento do novo Benito Villamarín.
Por Que Importa
- Governação e preço: os maiores acionistas apontam a c. 3.500 €/ação e admitem ampliação de capital; a discrepância com propostas recebidas pressiona a avaliação final.
- Estrutura financeira: o Sevilla FC apresenta dívida líquida de cerca de 60 M€; o Goldman Sachs é credor relevante, o que influencia termos e cronograma da transação.
- Calendário desportivo = risco de valuation: desempenho até janeiro e final de época poderá condicionar a venda; descida de divisão inviabilizaria a operação nos moldes atuais.
- Competição entre interessados: o banco promove um modelo tipo leilão para maximizar preço, com lista curta de ~20 candidatos a reduzir para 3 finalistas.
Contexto
- Processo arrasta-se há cerca de dois anos, com desgaste entre grandes acionistas e saídas no conselho (Fernando Carrión e Carolina Alés).
- Episódios anteriores, como a tentativa falhada envolvendo Sergio Ramos e Five Eleven Capital, alimentaram ruído mediático; Ramos nega ligação à oferta de Mondo Sport Capital.
Entre Linhas
- A Mondo Sport Capital afirma ter trabalhado um ano na proposta, avaliado o clube em 430 M€ e descontado c. 175 M€ em empréstimos para chegar aos ~2.300 €/ação; diz ter capacidade para ampliar capital e pagamento rápido, e que a proposta não foi formalmente rejeitada por escrito (não confirmado).
- A Riverside (RMG) terá voltado com cifra próxima de 2.800 €/ação após ajustes, mas mantém dúvidas de credibilidade segundo acionistas (não confirmado).
E agora?
- Expectativa de short list até final de outubro, sem fecho iminente; conclusão mais provável no verão, salvo aceleração imprevista.
- O Betis poderá fechar com o Goldman Sachs soluções de financiamento de estádio, reforçando a presença do banco no ecossistema local.