Futebol ganha tração nos EUA após Mundial 2026, com queda da primazia da NFL entre jovens
Inquérito Gallup revela máximo histórico de preferência pelo “soccer” (9%) e o nível mais baixo do futebol americano desde 2001; mudança geracional e demográfica abre espaço comercial para clubes, ligas e marcas.
O que aconteceu
Um inquérito nacional do instituto Gallup, realizado em agosto nos Estados Unidos, mostra que o futebol americano mantém a liderança de preferência (31%), mas atinge o nível mais baixo desde 2001. O futebol (“soccer”) alcança 9%, máximo histórico no país, após a realização da Copa do Mundo de 2026 nos EUA, Canadá e México. Entre os 18–34 anos, a preferência pelo futebol americano cai para 20%, enquanto o futebol cresce entre hispânicos e públicos de menor rendimento.
Por Que Importa
- Redistribuição de audiências pode deslocar receitas de direitos de transmissão e patrocínios para o futebol, sobretudo em targets jovens e hispânicos com forte afinidade digital.
- A subida do “soccer” para 9% aproxima-o de basquetebol (11%) e beisebol (10%), fortalecendo o poder negocial de ligas e clubes em renegociações de patrocínios e activações locais nos EUA.
- A queda da preferência pela NFL entre jovens pressiona estratégias de aquisição e retenção (bilhética, conteúdos curtos, plataformas de transmissão online) e pode acelerar pacotes multiplataforma.
- O aumento de 20% de inquiridos sem modalidade favorita entre jovens sugere desafios de monetização e necessidade de formatos mais curtos e ofertas directas ao consumidor.
Contexto
- O futebol americano lidera as sondagens Gallup desde 1972, substituindo o beisebol, que dominava desde 1937; mantém hegemonia há 54 anos.
- O basquetebol atingiu pico em 1997 (17%) e estabilizou perto de 13% nas últimas décadas; o beisebol desceu de ~18% nos anos 1990 para ~10%.
- O futebol cresce entre hispânicos e públicos de rendimento mais baixo (13%), segmentos historicamente subatendidos por propriedades tradicionais.
Números
- Preferência por modalidade: futebol americano 31% (mínimo desde 2001); basquetebol 11%; beisebol 10%; futebol 9% (máximo histórico); outros desportos 2–4%.
- Desinteresse declarado: 20% geral; 23% nos 18–34 anos.
E agora?
- Ligas e clubes de futebol com presença nos EUA podem explorar bundles de bilhética+merchandising e parcerias media dirigidas a hispânicos, maximizando o efeito pós-Mundial.
- Propriedades estabelecidas (NFL, MLB, NBA) tenderão a acelerar conteúdos curtos e ofertas directas ao consumidor para rejuvenescer audiências e proteger o retorno do investimento (ROI).