CBF fecha novo modelo de media para a Taça do Brasil com receita anual de €181,1 M

Globo, Amazon e ESPN integram um pacote segmentado de direitos entre 2027 e 2030; CBF centraliza a produção dos jogos e aumenta janelas exclusivas.

11 set 2026 • há 1 hora • Leitura original: MKT Esportivo
CBF fecha novo modelo de media para a Taça do Brasil com receita anual de €181,1 M — MKT Esportivo

O que aconteceu

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) redesenhou a venda dos direitos de transmissão da Taça do Brasil a partir de 2027, distribuindo-os por múltiplas propriedades e assegurando acordos com Globo, Amazon e ESPN. O novo ciclo (2027-2030) deverá render cerca de €181,1 M por ano (R$ 1,08 mil M), totalizando €720,6 M (R$ 4,3 mil M), um aumento próximo de 80% face ao ciclo anterior. A CBF assumirá a produção centralizada de todos os jogos, ampliando janelas exclusivas e a disponibilidade de partidas.

Por Que Importa

  • Receita média anual de €181,1 M (R$ 1,08 mil M) reforça o poder financeiro da competição e amplia a capacidade de distribuição de prémios aos clubes.
  • Segmentação por plataformas (televisão em sinal aberto, canais por assinatura, pay-per-view, plataforma de transmissão online, conteúdos gratuitos e melhores momentos) aumenta concorrência e valoriza cada ativo.
  • Produção centralizada mitiga falhas de cobertura: em 2026, 55 dos 157 jogos iniciais ficaram sem emissão; a CBF passa a garantir sinal para todo o torneio, ampliando inventário comercializável.
  • Presença simultânea de Globo, Amazon e ESPN diversifica audiências e modelos de acesso, reduzindo dependência de um único operador e potenciando novas receitas publicitárias e de assinaturas.

Contexto

  • A Globo manterá a televisão aberta com um mínimo de 14 jogos nacionais por época e presença nos canais SporTV, Premiere e GeTV; a GeTV ficará também com direitos de melhores momentos.
  • Amazon e ESPN adquiriram partidas; no caso da ESPN, a oficialização aguarda conclusão contratual (não confirmado quanto ao detalhe dos pacotes).

E agora?

  • A CBF definirá como distribuir jogos que não entrem nas grelhas dos parceiros: poderão ser usados canais próprios da entidade ou novos acordos (modelo em estudo, não confirmado).
  • A centralização técnica cria base para ofertas adicionais (pacotes regionais, segunda tela, highlights patrocinados) e potencia melhorias de retorno do investimento (ROI) para patrocinadores.

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