Adidas fecha sete novas seleções e reforça aposta global após perdas de contratos

Marca alemã compensa a saída da Alemanha e do País de Gales com acordos na Europa, África e Sudeste Asiático, incluindo Croácia e Nigéria.

31 ago 2026 • há 17 horas • Leitura original: Redação MKTEsportivo
Adidas fecha sete novas seleções e reforça aposta global após perdas de contratos — Redação MKTEsportivo

O que aconteceu

A Adidas ampliou a sua carteira no futebol de seleções com sete novos acordos de fornecimento de equipamentos. Entre as equipas destacam-se Croácia, República Checa, Turquia, Polónia e Nigéria, além de Singapura (já oficializada) e Vietname (apontada como próxima, não confirmado). O novo vínculo com a Croácia entrou em vigor após o fim do último Mundial. A ofensiva surge depois da marca ter perdido a seleção da Alemanha para a Nike e terminado a parceria com o País de Gales.

Por Que Importa

  • Reequilíbrio de portefólio: os novos contratos mitigam a perda da Alemanha, preservando quota de exposição global em jogos de seleções e fases finais.
  • Receitas e distribuição: ao juntar mercados maduros na Europa com crescimento no Sudeste Asiático e África, a Adidas amplia vendas de réplicas e licenças, e reforça a sua rede de retalho e e-commerce.
  • Estratégia de risco diversificado: combinar seleções de diferentes níveis de notoriedade reduz dependência de uma única potência, estabilizando procura sazonal ligada a Europeus e Mundiais.
  • Competição com a Nike: manter cerca de 30% das seleções no último Mundial sustenta negociação de direitos de imagem e ativações com federações e media.

Contexto

  • No último Mundial, a Adidas equipou 14 seleções (~30%), assegurando forte visibilidade em palco global.
  • A Nigéria é vista como uma das marcas de seleção com maior potencial de moda e cultura no futebol africano, impulsionando vendas de camisolas e colaborações.
  • Singapura já confirmou a troca para Adidas; o Vietname é indicado como próximo anúncio (não confirmado), reforçando a aposta no Sudeste Asiático.

E agora?

  • Expectável lançamento faseado de equipamentos antes de janelas internacionais, maximizando picos de procura.
  • Monitorizar se as novas federações assinam acordos plurianuais com cláusulas de bónus por qualificação para fases finais (valores não divulgados).
  • Observar resposta da concorrência (Nike, Puma) em mercados-alvo como Europa Central e Ásia.

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