Accionistas do Sevilha recusam €420M e exigem cláusula “anti‑Ramos” em nova tentativa de venda
Proposta do Riverside Management Group incluía dívida e um adiantamento via empréstimo; penalização de €5M e exigência de blindagem contra o consórcio de Sergio Ramos travaram o acordo.
O que aconteceu
- Os principais acionistas do Sevilha rejeitaram uma proposta de aquisição de €420 milhões apresentada pelo grupo norte‑americano Riverside Management Group (RMG). Segundo o El Confidencial, as famílias Carrión, Castro, Del Nido, Alés e Guijarro que controlam cerca de 85% do capital
- exigiram uma cláusula “anti‑Ramos” antes de avançar. A avaliação incluía a dívida; sem passivos, a oferta cairia para €337 milhões, com preço por ação de €3,129, próximo do proposto em maio pelo consórcio liderado por Sergio Ramos.
Por Que Importa
- Pressão financeira: o Sevilha fechou 2024/25 com prejuízo de €54,06M, apesar de reduzir perdas face aos €81,7M do ano anterior.
- Quebra de receitas: os rendimentos caíram 34%, de €174,97M para €115,18M (receita líquida), fragilizando a capacidade de investimento e o equilíbrio do fair play financeiro (não confirmado por regulador).
- Estrutura do negócio: a oferta da RMG incorporava a dívida e previa um empréstimo (montante não divulgado) para reforço do plantel no mercado de verão, sinalizando compromisso com capital de curto prazo.
- Governança e riscos: a exigência de cláusula “anti‑Ramos” e a penalização de €5M caso o acordo falhasse criaram fricção contratual, ilustrando o dilema entre maximizar preço e mitigar riscos de execução.
Números
- Oferta: €420M (inclui dívida) | €337M sem dívida.
- Preço por ação: €3,129.
- Penalização por não fecho: €5M.
- Resultado 2024/25: –€54,06M | 2023/24: –€81,7M.
- Receitas 2023/24: €174,97M → 2024/25: €115,18M; + €5,69M em vendas de jogadores e €4,27M noutras rubricas.
- Mandato de venda: 85% do capital; valorização indicativa anterior de cerca de €450M.
Contexto
- O clube iniciou uma reestruturação interna com despedimentos para cortar custos e travar a massa salarial administrativa.
- A Goldman Sachs foi mandatada para encontrar comprador do bloco de 85% (antes acompanhado pela JB Capital Markets).
- O Sevilha procura ainda alienar o Estádio Ramón Sánchez‑Pizjuán, parte de um plano para reduzir dívida e preparar uma mudança acionista.
E agora?
- Sem acordo com a RMG, mantém‑se a busca de investidores com liquidez e tolerância ao risco regulatório e operacional.
- A incerteza sobre a cláusula “anti‑Ramos” poderá limitar o universo de proponentes ou reduzir a competição, pressionando a valorização final (não confirmado).