Accionistas do Sevilha recusam €420M e exigem cláusula “anti‑Ramos” em nova tentativa de venda

Proposta do Riverside Management Group incluía dívida e um adiantamento via empréstimo; penalização de €5M e exigência de blindagem contra o consórcio de Sergio Ramos travaram o acordo.

6 ago 2026 • há 11 horas • Leitura original: Calcio e Finanza / El Confidencial / Palco23
Accionistas do Sevilha recusam €420M e exigem cláusula “anti‑Ramos” em nova tentativa de venda — Calcio e Finanza / El Confidencial / Palco23

O que aconteceu

  • Os principais acionistas do Sevilha rejeitaram uma proposta de aquisição de €420 milhões apresentada pelo grupo norte‑americano Riverside Management Group (RMG). Segundo o El Confidencial, as famílias Carrión, Castro, Del Nido, Alés e Guijarro que controlam cerca de 85% do capital
  • exigiram uma cláusula “anti‑Ramos” antes de avançar. A avaliação incluía a dívida; sem passivos, a oferta cairia para €337 milhões, com preço por ação de €3,129, próximo do proposto em maio pelo consórcio liderado por Sergio Ramos.

Por Que Importa

  • Pressão financeira: o Sevilha fechou 2024/25 com prejuízo de €54,06M, apesar de reduzir perdas face aos €81,7M do ano anterior.
  • Quebra de receitas: os rendimentos caíram 34%, de €174,97M para €115,18M (receita líquida), fragilizando a capacidade de investimento e o equilíbrio do fair play financeiro (não confirmado por regulador).
  • Estrutura do negócio: a oferta da RMG incorporava a dívida e previa um empréstimo (montante não divulgado) para reforço do plantel no mercado de verão, sinalizando compromisso com capital de curto prazo.
  • Governança e riscos: a exigência de cláusula “anti‑Ramos” e a penalização de €5M caso o acordo falhasse criaram fricção contratual, ilustrando o dilema entre maximizar preço e mitigar riscos de execução.

Números

  • Oferta: €420M (inclui dívida) | €337M sem dívida.
  • Preço por ação: €3,129.
  • Penalização por não fecho: €5M.
  • Resultado 2024/25: –€54,06M | 2023/24: –€81,7M.
  • Receitas 2023/24: €174,97M → 2024/25: €115,18M; + €5,69M em vendas de jogadores e €4,27M noutras rubricas.
  • Mandato de venda: 85% do capital; valorização indicativa anterior de cerca de €450M.

Contexto

  • O clube iniciou uma reestruturação interna com despedimentos para cortar custos e travar a massa salarial administrativa.
  • A Goldman Sachs foi mandatada para encontrar comprador do bloco de 85% (antes acompanhado pela JB Capital Markets).
  • O Sevilha procura ainda alienar o Estádio Ramón Sánchez‑Pizjuán, parte de um plano para reduzir dívida e preparar uma mudança acionista.

E agora?

  • Sem acordo com a RMG, mantém‑se a busca de investidores com liquidez e tolerância ao risco regulatório e operacional.
  • A incerteza sobre a cláusula “anti‑Ramos” poderá limitar o universo de proponentes ou reduzir a competição, pressionando a valorização final (não confirmado).

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