Athletic recusa acordo Liga F–Gasol por “desequilíbrio” no risco e retorno

Clube de Bilbau afasta-se do pacote de 55 M€ com Gasol16 Ventures e Fortified Partners, criticando partilha de receitas comerciais por 25 anos

3 ago 2026 • há 11 horas • Leitura original: 2Playbook
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O que aconteceu

O Athletic Club informou os seus sócios que não aderirá ao acordo de 55 milhões de euros entre a Liga F e o consórcio de Gasol16 Ventures e Fortified Partners. O clube considera que o reparto de riscos e benefícios está desequilibrado, já que o fundo receberia 49% das receitas comerciais brutas da Liga F durante 25 anos até recuperar a sua aplicação, e 35% depois disso, enquanto os custos operacionais (salvo nos primeiros quatro anos) recairiam sobretudo sobre os clubes.

Por Que Importa

  • O modelo de remuneração do investidor está indexado à faturação bruta, não ao lucro, pressionando as margens dos clubes e potencialmente garantindo rentabilidade ao fundo mesmo com resultados operacionais negativos para as equipas.
  • O Athletic estima que a partilha proposta poderá retirar aos clubes mais de 100 M€ de receitas líquidas acumuladas em 25 anos, reduzindo capacidade de investimento em plantéis, formação e infraestruturas.
  • A decisão tem efeito sistémico: mesmo clubes que não adiram continuarão numa competição cujas receitas futuras ficam oneradas, mantendo a obrigação de suportar despesas da Liga F.
  • Levanta questões de governação e transparência: o Athletic refere que não teve acesso ao relatório jurídico do negócio, alegando violação de direitos associativos.

Contexto

  • O pacote de 55 M€ prevê, segundo a comunicação, 40 M€ para os clubes e 15 M€ para a estrutura da Liga F e aquisição de ativos para patrocinadores.
  • A Liga F é uma competição aberta: descidas/subidas podem fazer com que obrigações contratuais afetem clubes que hoje não integram a Liga F.

Entre Linhas

  • O Athletic sugere alternativas: financiamento interno faseado da estrutura comercial, medição de resultados por alguns anos e eventual entrada de investidor com participação ligada ao crescimento efetivo, em vez de uma quota fixa das receitas futuras.
  • Termos completos do contrato e projeções de crescimento de receitas comerciais não foram divulgados (valores não divulgados), dificultando a avaliação independente do retorno do investimento (ROI) e do risco regulatório/competitivo.

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