Casas de apostas no Brasil diversificam patrocínios para lá do futebol
Operadores deslocam investimento para modalidades e entretenimento, em busca de públicos novos e menor risco regulatório
O que aconteceu
Operadores de apostas desportivas a operar no Brasil estão a alargar os patrocínios para além do futebol, direcionando verbas para modalidades como basquetebol, voleibol e desportos electrónicos, bem como para eventos de entretenimento. O movimento ocorre em 2024, num contexto de maior escrutínio regulatório sobre publicidade no futebol e inflação dos preços de patrocínio nos principais clubes e competições.
Por Que Importa
- Diversificação de risco: reduzir a dependência do futebol mitiga exposição a alterações regulatórias e a polémicas de integridade competitiva.
- Eficiência de custos: patrocínios em ligas/modos alternativos tendem a apresentar CPMs (custo por mil) e CPEs (custo por envolvimento, não confirmado) inferiores aos do futebol de topo, libertando orçamento para aquisição de clientes.
- Segmentação de audiência: modalidades com perfil digital (ex.: esports em plataformas de transmissão online) oferecem públicos mais jovens e métricas de desempenho mais granulares.
- Negociação mais flexível: activos fora do futebol permitem direitos de activação mais amplos (conteúdos, dados, experiências) e contratos de menor duração, ajustáveis a ROI (retorno do investimento).
Contexto
- O mercado brasileiro vive uma fase de regulação progressiva das apostas, com novas regras de licenciamento e limites publicitários (detalhes finais não confirmados). Isso pressiona as marcas a procurarem inventário com baixa exposição reputacional.
- Nos principais clubes de futebol, a competição entre casas de apostas fez subir valores e exigências de exclusividade, tornando o custo de entrada menos atractivo para operadores médios.
Entre Linhas
- Marcas avaliam pacotes multi-modalidade que combinam visibilidade local (clubes/ligas regionais) com activação digital always-on para suavizar sazonalidade de apostas.
- Cresce o uso de modelos de partilha de receita (não confirmado) em acordos com entidades que controlam dados e transmissões secundárias, aproximando patrocínio de performance marketing.
E agora?
- Espera-se aumento de acordos em basquetebol, voleibol, futsal e esports, além de naming rights de eventos de entretenimento.
- Clubes de futebol fora da primeira linha podem beneficiar, oferecendo inventário a preço mais competitivo e dados de audiência locais.
- A prova de sucesso virá de KPIs híbridos: custo de aquisição, retenção e valor vitalício, combinados com métricas de notoriedade.