Streaming desportivo no Brasil puxa pelo conteúdo nacional, revela estudo
Consultora Go Magenta indica que 64% dos utilizadores no Brasil preferem transmissões e produções locais — com o futebol à cabeça — tendência replicada noutros mercados da América Latina.
O que aconteceu
Um levantamento da consultora Go Magenta concluiu que 64% dos brasileiros que consomem desporto em plataformas de transmissão online (streaming) preferem conteúdo nacional, face a 36% que optam por produções internacionais. O futebol é o principal motor dessa preferência, seguido por automobilismo, ténis, natação, basquetebol e beisebol. A tendência repete-se em Argentina, Chile, Colômbia e México. Em contraste, filmes e séries continuam a ser dominados por produções internacionais.
Por Que Importa
- Para plataformas, reforça a lógica de investir em direitos domésticos e produções locais para maximizar retenção e aquisição de subscritores em desporto.
- Para federações e ligas, abre espaço para negociação de direitos digitais em pacotes nacionais e regionais, potenciando incremento de receita via segmentação por mercado.
- Marcas encontram maior afinidade cultural e alcance eficiente em patrocínios ligados a equipas e atletas brasileiros, com menor exposição reputacional quando ancorados em ativos locais.
- Programação e produto: realities e conteúdos de bastidores locais podem alongar o ciclo de audiência para além do dia de jogo, elevando tempo de visualização e retorno do investimento (ROI) em conteúdos proprietários.
Contexto
- O estudo destaca que eventos com a seleção brasileira e competições nacionais mantêm forte poder de atração sem depender de validação internacional.
- Em mercados latino-americanos, a dinâmica do desporto no streaming difere de ficção: a proximidade com equipas e atletas locais dita a preferência.
E agora?
- Plataformas poderão ajustar orçamentos para privilegiar direitos nacionais e formatos originais locais, mantendo aquisições internacionais para complementar grelha.
- Clubes e federações podem monetizar com modelos híbridos (exclusivos digitais + janelas em TV) e explorar dados de audiência para valorizar patrocínios.
- Expectável maior competição por calendários com equipas/atletas locais, pressionando custos de direitos e exigindo métricas claras de performance.