Dijon tenta vender equipa feminina para aliviar défice e focar subida à Ligue 2

Presidente do DFCO negocia alienação da secção feminina a investidor estrangeiro; caso falhe, admite descida de divisão por inviabilidade financeira.

26 jun 2026 • há 9 horas • Leitura original: Les Echos (Vincent Lepercq)
Dijon tenta vender equipa feminina para aliviar défice e focar subida à Ligue 2 — Les Echos (Vincent Lepercq)

O que aconteceu

O Dijon FCO (DFCO) enfrenta, no final de junho, uma audição na Direção Nacional de Controlo de Gestão (DNCG), entidade que supervisiona as contas do futebol francês, para a validação do plano da sua secção feminina, 6.ª classificada na D1 Arkema. O presidente e acionista, Pierre‑Henri Deballon (também líder da plataforma de bilhética Weezevent), negoceia a venda dessa equipa a um investidor não francês. Se o negócio avançar, o défice consolidado cairá de 3,6 M€ para 2,3 M€; se falhar, Deballon admite manter o futebol feminino no clube mas fora da 1.ª divisão.

Por Que Importa

  • Alívio imediato de 1,3 M€ no défice consolidado permitiria ao DFCO operar com um orçamento mais sustentável na transição para a Ligue 2.
  • A equipa feminina gera apenas ~15 mil € de bilhética por época e tem 80 adeptos com lugar anual, com patrocínios de ~300 mil € para um orçamento de 2,5 M€ e direitos televisivos reduzidos, originando ~1,5 M€ de perda/época.
  • A decisão da DNCG condiciona a estrutura de custos para 2025‑26 e a capacidade de investimento do futebol masculino, também deficitário.
  • A eventual venda a um investidor estrangeiro ilustra a procura de capital externo como via de sustentabilidade no futebol feminino francês, ainda com receitas operacionais limitadas.

Números

  • Défice atual do clube: 3,6 M€; após venda: 2,3 M€.
  • Orçamento equipa feminina: 2,5 M€; patrocínios: ~300 mil €; bilhética: ~15 mil €; perda anual: ~1,5 M€.
  • Adeptos com lugar anual no feminino: 80.

Entre Linhas

  • O anterior candidato, Sphera Partners, não fechou o financiamento — risco de execução mantém-se com o novo investidor (não confirmado até à decisão da DNCG).
  • Caso a alienação não se concretize, o DFCO pondera competir abaixo da D1 no feminino para reduzir custos, priorizando a estabilidade financeira e a equipa masculina na Ligue 2.

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