LFP francesa contesta lei que impõe jogo em aberto e alerta para risco no modelo de direitos
Liga de Futebol Profissional (LFP) rejeita transmissão obrigatória em canal aberto, critica ausência de combate à pirataria de IPTV e perda de receitas de apostas para a federação.
O que aconteceu
A Liga de Futebol Profissional (LFP) de França manifestou-se contra o projeto de lei da Comissão de Assuntos Culturais e Educação da Assembleia Nacional que redefine a organização, gestão e financiamento do desporto profissional. A LFP contesta a obrigatoriedade de um jogo em televisão em aberto, a falta de medidas contra a pirataria via IPTV, a transferência das receitas de apostas desportivas para a Federação Francesa de Futebol (FFF) e mudanças na governação que reduzem o peso dos clubes, pedindo uma revisão “exhaustiva” do texto.
Por Que Importa
- Um jogo obrigatório em aberto pode reduzir o valor dos direitos audiovisuais e pressionar em baixa futuras licitações, num mercado que a LFP diz precisar de estabilidade e previsibilidade.
- A pirataria por IPTV (televisão por protocolo de Internet) terá perto de 9 milhões de ligações ativas em França; sem medidas, o risco para as receitas de transmissão dos clubes aumenta.
- A transferência das receitas de apostas da LFP para a FFF implicaria uma quebra significativa de caixa para clubes já sob pressão financeira (valores não divulgados).
- A redução da representação dos clubes para 25% na governação e a consulta formal de adeptos podem abrandar decisões operacionais, afetando competitividade e execução.
Contexto
- O conselho da LFP integra representantes da Ligue 1, incluindo Nasser Al‑Khelaïfi (Paris Saint‑Germain), Loïc Féry (FC Lorient), Waldemar Kita (FC Nantes), Olivier Létang (LOSC Lille) e Juan Sartori (AS Monaco).
- O texto legislativo pretende reforçar o futebol amador e introduzir mecanismos de participação dos adeptos na governação; a LFP considera que tal fragiliza o profissionalismo sem resolver problemas estruturais.
E agora?
- A LFP solicita renegociação para garantir um enquadramento equilibrado que proteja o seu modelo económico; eventuais alterações poderão influenciar diretamente o caderno de encargos das próximas vendas de direitos.
- Se mantida a versão atual, emissões em aberto e pirataria não travada podem obrigar a rever orçamentos dos clubes, com impacto em salários, contratações e investimento em formação.