Valencia CF acelera no Nou Mestalla para triplicar receitas do estádio
Clube projeta 70.044 lugares, até 7.000 assentos de hospitalidade e naming rights para elevar o peso comercial do recinto; investimento acima de €300 milhões com financiamento estruturado por CVC e Goldman Sachs.
O que aconteceu
O Valencia CF está a reativar a obra do Nou Mestalla, em Benicalap (Valência), com um investimento superior a €300 milhões. O objetivo é triplicar as receitas diretas do estádio face ao atual Mestalla, ampliando a capacidade de 49.430 para 70.044 lugares e escalando a oferta em dias de jogo e fora deles. A direção (Javier Solís) e as áreas comercial/marketing (Jorge García) detalham pilares estratégicos, financiamento fechado e uma carteira de parceiros já em marcha.
Por Que Importa
- Receitas de dia de jogo: o clube registou €26,4 milhões (2024-2025); com mais lugares e maior peso de hospitalidade, a linha de matchday pode acelerar significativamente.
- Premium e corporate: salto de <1.000 para ~7.000 lugares de hospitalidade (≈10% do estádio), alinhando o Valencia com referências europeias e elevando ticket médio e retorno do investimento (ROI) de parceiros.
- Patrocínios e naming rights: ativação de um acordo de naming right (com consultoria Elevate) abre uma nova vertical de monetização de longo prazo (valores não divulgados).
- Utilização 365 dias/ano: espaços MICE (reuniões, incentivos, conferências e exposições), museu, tours e restauração criam receitas recorrentes além do futebol, reduzindo sazonalidade.
Números
- Capacidade: 70.044 lugares (+41,7% vs. 49.430).
- Sócios/abonos: política de reservar ~80% do aforo; objetivo de >50.000 sócios (vs. ~40.000).
- Hospitalidade: ~7.000 assentos (+>6.000 vs. atual) com 10 produtos diferentes.
- Audiência atual: 44.601 por jogo (90% de ocupação) no Mestalla.
- Investimento obra: >€300 milhões; financiamento articulado com CVC e Goldman Sachs (termos não divulgados).
Contexto
- Parceiros e fornecedores já envolvidos: Elevate (naming rights), Legends (modelação de hospitalidade e experience center), Aramark (restauração, cozinha central >1.000 m² e ~30 cozinhas satélite), Cisco (conectividade e cibersegurança), Otis, Illy, Figueras Seating, Daplast.
- Estratégia assente em 3 pilares: experiência do visitante; espaço MICE e hospitalidade para exploração todo o ano; estádio tecnológico (apps, acessos, dados) para eficiência operacional e novas fontes de receita.
E agora?
- Procura ativa de marca para o naming right do recinto (modelo “Marca Mestalla”, remoção do “Nou” prevista).
- Exploração comercial da fan zone de 5.000 m² e candidatura a sede do Mundial 2030 (não confirmado), que poderia potenciar patrocínios e receitas de evento.
- Foco em monetização não desportiva: três restaurantes mediterrânicos, oito espaços para congressos e eventos; concertos apenas no verão.