Queens League reforça identidade própria e aposta em presidentes criadoras para escalar audiências digitais
Projeto da Kosmos, de Gerard Piqué, separa-se da Kings League no formato e calendarização, dá protagonismo a novos presidentes e intensifica a estratégia de conteúdo curto para captar públicos fora do futebol tradicional.
O que aconteceu
A Queens League, competição criada pela Kosmos Global Holding (de Gerard Piqué), arranca uma nova temporada com um formato revisto para se diferenciar da Kings League. Marcos Arizmendi, responsável de produto (chief product officer) das duas ligas, detalhou a 2Playbook mudanças como novos presidentes com forte pegada digital, um calendário mais curto e conteúdos pensados para redes sociais e plataformas de transmissão online (streaming), com foco em novas audiências e maior envolvimento dos adeptos.
Por Que Importa
- Separação estratégica da Kings League para evitar canibalização de calendário e de conteúdo, protegendo receitas de audiência e patrocínios.
- Protagonismo de presidentes-influenciadoras aumenta o alcance fora do núcleo do futebol feminino, potenciando crescimento de audiência e valor comercial do ecossistema Queens.
- Conteúdos modulares e “clipeáveis” elevam o desempenho em redes sociais, impulsionando métricas de impacto e atratividade para marcas em formatos de curto prazo.
- Modelo integrado (competição, produção e emissão na mesma casa) acelera inovação de formato e monetização multicanal (diretos, clipes, ativações e comércio de merch).
Contexto
- Em dois anos e meio, o grupo lançou sete ligas em vários países; a Queens nasceu no México e consolidou-se em Espanha.
- O produto privilegia partidas curtas, treinadores microfonados e elementos de gamificação; a audiência decide, por exemplo, qual das duas jogadoras propostas inicia o jogo.
- O projeto declara não querer competir com o futebol tradicional (masculino ou feminino), posicionando-se como entretenimento desportivo com elevada interação.
Números
- A organização cita o “golo feminino mais visto” nas redes sociais, com +300 milhões de impressões (golo de Antonela), como prova de tração digital.
- Calendário anunciado: talent show a 19 de maio para completar plantéis; fase final de 3 a 7 de junho, com jogos diários e ativações especiais (detalhes não confirmados).
E agora?
- Aposta continuada em presidentes com comunidades próprias, com co-criação de identidade de marca (equipamentos, escudos, hinos) para reforçar ligação emocional e conversão em audiência dos jogos.
- Mais formatos live centrados nas presidentes para elevar o tráfego e o engajamento durante os jogos e no pré/pós-match, criando novos espaços de patrocínio e comércio digital.