Atlético e Real Sociedad disputam final da Taça do Rei com quase €600M “em campo”

Receitas combinadas de 2024-2025 aproximam-se dos €600M. Atlético lidera em faturação e comercial; Real Sociedad fecha exercício com lucro e EBITDA robusto. Prémio da Taça mantém-se modesto face às magnitudes dos clubes.

17 abr 2026 • há 15 horas • Leitura original: Palco23 (Mundo Deportivo) / Andrés Tomás
Atlético e Real Sociedad disputam final da Taça do Rei com quase €600M “em campo” — Palco23 (Mundo Deportivo) / Andrés Tomás

O que aconteceu

Sevilha recebe este sábado (18 de abril) a final da Taça do Rei, no Estádio La Cartuja (70.000 lugares), entre Atlético de Madrid e Real Sociedad. Segundo dados compilados pelo Palco23, os dois finalistas somam perto de €600 milhões de receitas no último exercício. O Atlético registou €416M em 2024-2025; a Real Sociedad atingiu €178,1M.

Por Que Importa

  • O jogo coloca frente a frente dois modelos distintos: o Atlético com forte alavancagem comercial e estádio como ativo estratégico; a Real Sociedad com rentabilidade e disciplina de custos.
  • O prémio financeiro da Taça do Rei é relativamente baixo — cerca de €1,2M para o vencedor e ~€1M para o finalista —, sublinhando que o valor para os clubes reside mais em exposição mediática, patrocínios e acesso a receitas futuras do que no prize money imediato.
  • A atividade comercial do Atlético atingiu €109,5M (+22%), suportada por 24 acordos (17 novos) com valor contratual agregado de >€565M a longo prazo, reforçando a previsibilidade de caixa.
  • Os direitos e patrocínios centralizados pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) — com Adidas (até 2030) e Mapfre (direitos de denominação/titulo) — sustentam o pacote de receitas da competição.

Números

  • Atlético de Madrid (2024-2025): €416M de receitas (+5,3%); perda de €6M; EBITDA ~€80M; património líquido €174,7M após aumento de capital de €69,7M; estádio Riyadh Air Metropolitano >€100M em receitas com crescimento a dois dígitos; +20% em receitas VIP; lotação 70.692.
  • Real Sociedad (2024-2025): €178,1M de receitas; €160,2M de gastos; lucro €16,9M; orçamento projeta resultado líquido €17,8M; EBITDA €45,2M; fundos próprios €79,7M; património líquido €92,7M; sem receitas europeias, apoiada por vendas de jogadores (ex.: Martin Zubimendi).
  • Taça do Rei (edição anterior): vencedor €1,2M; finalista ~€1M.

Contexto

  • A RFEF, organizadora da prova, mantém acordos com Adidas (fornecimento de bola e patrocínio técnico até 2030), Mapfre (direitos de denominação) e El Pozo Alimentación (patrocínio até 31-12-2030), contribuindo para o potencial comercial do torneio, apesar do prémio direto modesto.

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