Regulador inglês pressionado a premiar clubes bem geridos com maior fatia dos €3,70 mil M anuais

Think tank Fair Game quer que o novo regulador una licenças a redistribuição financeira entre Premier League e EFL, privilegiando quem cumpre boas práticas

18 mar 2026 • há 8 horas • Leitura original: City A.M. / Frank Dalleres
Regulador inglês pressionado a premiar clubes bem geridos com maior fatia dos €3,70 mil M anuais — City A.M. / Frank Dalleres

O que aconteceu

O regulador independente do futebol inglês (Independent Football Regulator, IFR) foi instado pelo think tank Fair Game a impor um novo acordo de redistribuição entre a Premier League e a English Football League (EFL) que direcione mais verbas para clubes bem geridos. O IFR lançou esta semana uma consulta ao seu regime de licenciamento, a aplicar a partir de 2027, que poderá suspender equipas não conformes. Em causa está a redistribuição anual de €3,70 mil M (£3,2 mil M) ainda por fechar.

Por Que Importa

  • Liga a financiamento central e licenciamento: Fair Game propõe que apenas clubes que cumpram critérios do regulador recebam a sua parte, reforçando disciplina financeira e governança.
  • Potencial mudança no modelo de redistribuição entre Premier League e EFL, com impacto direto na sustentabilidade dos escalões inferiores e na competitividade geral.
  • O IFR tem poder para impor um acordo se as ligas não chegarem a entendimento, elevando a pressão negocial e o risco regulatório para os clubes.
  • Reforço de requisitos de governança, igualdade, diversidade e inclusão pode afetar custos de conformidade, mas também reduzir exposição reputacional e riscos de sanção.

Contexto

  • O regime de licenças centra-se em: reservas para choques financeiros (p. ex., descida de divisão ou perda de financiamento do proprietário), consulta ativa aos adeptos e boa governação corporativa.
  • Fair Game, que representa 30+ clubes da EFL e não‑liga, sustenta que incentivar bom comportamento é mais eficaz do que punir. O CEO Niall Couper defende: “quem cumprir recebe, quem não cumprir, não”.
  • O CEO do IFR, Richard Monks, sublinhou uma abordagem de acompanhamento e correção antes de punição; retirar uma licença é “opção nuclear”, com alternativas como licença provisória e controlos adicionais para clubes de maior risco.

Entre Linhas

  • Persistem dúvidas operacionais: quem desenha as consultas aos adeptos, obrigação de resposta dos clubes e qual o escalonamento de sanções por incumprimento — pontos que podem condicionar custos e prazos de conformidade.

E agora?

  • Se Premier League e EFL não fecharem um acordo nos próximos meses, o IFR pode ditar unilateralmente o modelo de distribuição (valores não divulgados para percentagens). Clubes deverão antecipar cenários, ajustando orçamentos e processos de governação para assegurar elegibilidade a fundos centrais.

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