SportyNet entra na corrida pelos direitos da Série B do Brasil em 2026-27
Emissora assegura 76 jogos por época, com transmissões em TV por assinatura e YouTube gratuito; ecossistema de difusão da prova fica mais fragmentado e competitivo.
O que aconteceu
A SportyNet confirmou a compra dos direitos de transmissão da Série B do Campeonato Brasileiro para 2026 e 2027, com 76 jogos por época (dois por jornada) em canais de TV por assinatura e no YouTube, em acesso gratuito. O pacote inclui ainda playoffs e melhores momentos de todas as partidas. No mesmo ciclo, RedeTV! e Xsports (TV aberta) e Goat (plataforma de transmissão online) fecharam com o grupo Futebol Forte União (FFU); a Disney mantém contrato para cerca de nove jogos por jornada via Disney+ e ESPN. A Globo detém acordos separados com Náutico e São Bernardo, os dois clubes fora do FFU.
Por Que Importa
- Maior fragmentação de direitos pode ampliar a audiência total e diversificar receitas (TV aberta, paga e digital), mas aumenta a complexidade comercial para marcas e operadores.
- O modelo híbrido (TV por assinatura + YouTube gratuito) da SportyNet pode alargar a base de adeptos e reduzir barreiras de acesso, potenciando receitas publicitárias e de patrocínio ligadas ao digital.
- A manutenção da Disney com elevado volume de jogos cria competição de grelha e pressiona a negociação de patrocínios e os custos de produção.
- O retorno dos playoffs adiciona jogos de alto valor comercial, elevando inventário premium para venda de publicidade e ativações.
Contexto
- O FFU agrega a maioria dos clubes da Série B para negociação coletiva; exceções (Náutico e São Bernardo) fecharam diretamente com a Globo, ilustrando um mercado misto entre centralização e acordos individuais.
- O YouTube como janela gratuita reforça a tendência de distribuição aberta para ganhar escala e dados de audiência, que podem sustentar futuras revalorizações de direitos.
E agora?
- Definição de grade/janelas entre Disney, SportyNet, RedeTV!, Xsports e Goat será crítica para evitar canibalização de audiências.
- Marcas deverão otimizar planos entre TV aberta, paga e digital, ajustando custo por mil (CPM) e ativações por fase (regular vs. playoffs).
- Termos financeiros não foram divulgados; a performance em 2026, sobretudo nos playoffs, será referência para o retorno do investimento (ROI) e futuras renovações.