Inter Miami lidera avaliações da MLS em 2026 com $1,45 mil milhões; topo acelera, base estagna
Estudo da Sportico mostra valorização média de 6% (para $767M), puxada por Inter Miami e LAFC, enquanto metade inferior quase não avança e alguns clubes recuam.
O que aconteceu
A Sportico avaliou as 30 equipas da Major League Soccer (MLS) para 2026: o Inter Miami lidera com $1,45 mil milhões (+22% ano a ano), seguido do Los Angeles FC (LAFC) com $1,4 mil milhões (+9%). A média por clube é $767 milhões (+6%). No fundo da tabela, San Jose Earthquakes, Vancouver Whitecaps e CF Montréal desvalorizaram. O conjunto das franquias vale $23 mil milhões (inclui imobiliário e negócios relacionados dos proprietários).
Por Que Importa
- Receitas desiguais: o Inter Miami gerou > $200M em receitas locais em 2025, enquanto clubes como Vancouver, Montreal e Colorado ficaram entre $35–40M, ampliando a diferença competitiva e de valor.
- Media e calendário: o acordo com a Apple (plataforma de transmissão online, OTT) foi revisto e termina em 2029, com pagamentos anuais de $200M (2026), $107,5M (2027 curto) e $275M (2027-28 e 2028-29); fim do “duplo paywall” pode aumentar audiências e patrocínios.
- Valorização concentrada: sete clubes superaram $100M em receita; porém, os 12 últimos cresceram só 2% em média, elevando o rácio de valor entre topo e base para 3,4x (vs. 2x há cinco anos), mais alto do que na NBA (2,8x) e NFL (2,3x).
- Multiplicadores em ajuste: múltiplos de receita da MLS recuaram para 9,2x (média), agora atrás de NBA e NFL, refletindo maior escrutínio sobre receitas nacionais e custos.
Números
- Receita agregada 2025: $2,5 mil milhões (≈ $83M por clube), com patrocínios +10% e bilhética em alta apesar de -5% em assistência (11M de adeptos).
- Novas entradas e negócios: San Diego FC valorizado em $765M após pagar $500M de taxa de expansão; RSL e Utah Royals vendidos por $580M (incl. $150M de dívida); acordo de controlo em Sporting KC a ~$700M.
- Transferências: MLS investiu $336M (↑75% vs. 2024); Son Heung-min foi a maior contratação com $26,5M.
Contexto
- Mudança de calendário: época vai alinhar com a janela FIFA a partir de 2027-28 (arranque no verão europeu, pausa de inverno). Clubes do norte antecipam custos operacionais mais altos e maior exposição a jogos com frio.
- Infraestruturas como alavanca: Chicago Fire financia privadamente um estádio de $750M (abre 2028) e sobe 20% em valorização ($690M); New York City FC prepara recinto de $780M (Queens) com vendas premium quase esgotadas e receitas locais a aproximarem-se de $200M.
E agora?
- O Mundial 2026 é janela para converter público geral em adepto doméstico, com campanha de marketing financiada pelos clubes.
- O "flip" do calendário pode libertar o verão para eventos não-MLS (potencial +$10M por clube) e melhorar saídas/entradas no mercado de transferências, embora o impacto pleno não esteja confirmado.