Serie A quer controlo do Fantacalcio numa avaliação de €40 milhões

Liga italiana prepara proposta por 51% da Quadronica, dona do Fantacalcio, para integrar audiência e patrocínios num ecossistema próprio

9 fev 2026 • há 12 horas • Leitura original: Calcio e Finanza
Serie A quer controlo do Fantacalcio numa avaliação de €40 milhões — Calcio e Finanza

O que aconteceu

A Lega Serie A vai discutir a 16 de fevereiro a compra de uma participação de controlo (51%) no Fantacalcio, propriedade da Quadronica (Srl), avaliando o ativo em cerca de €40 milhões, segundo Calcio e Finanza (com origem no Fatto Quotidiano). O produto soma ~3 milhões de utilizadores ativos e quase €10 milhões de faturação anual, com margens que geram lucros próximos de €4 milhões.

Por Que Importa

  • Integração estratégica: ligar a competição oficial à maior plataforma de fantasy em Itália pode aumentar a retenção de audiência de jogos e conteúdos digitais da Serie A.
  • Novo inventário publicitário: ativações como “patrocínios” nas fantasquadras e inserções digitais criam formatos de baixa exposição reputacional e maior retorno do investimento (ROI) para marcas.
  • Monetização direta: base de milhões de utilizadores e centenas de milhares de subscritores premium (€12/ano) oferece receitas previsíveis além da publicidade.
  • Defesa de ativos: controlar marca registada “Fantacalcio” (monopólio de >90% do mercado) reduz risco de dependência e consolida propriedade intelectual da Liga.

Números

  • Receita: de €1,2M (2015) para >€9M (2025 previsto); lucros líquidos ~€4M.
  • Utilizadores: até 6 milhões inscritos (2–3 milhões jogadores habituais), ultrapassando audiências de alguns jogos principais.
  • Avaliação alvo: ~€40M; aquisição inicial visada: 51% (valores finais não confirmados).
  • Marca “Fantacalcio” comprada à GEDI em 2017 por ~€0,5M (consolidou monopólio legal).

Contexto

  • Quadronica (fundada em 2008) tem ~20 colaboradores e é controlada a 50% por Nino Ragosta e Luigi Cutolo. Já recusou propostas de fundos; com a Serie A há parcerias comerciais ~10% (participação em receitas) em vigor.
  • O modelo de negócio migrou de banners para integrações personalizadas (ex.: led virtual nos onboards de formação), atraindo marcas como Eni, McDonald’s e Bancomat.

E agora?

  • A Assembleia da Lega irá avaliar termos, governance e integração com a futura “casa” da Serie A (sede, estúdios, produção e formação). Fecho do negócio e valuation final não confirmados.
  • Pontos críticos: conformidade concorrencial, repartição de receitas com clubes e proteção de dados dos utilizadores na passagem para a esfera da Liga.

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