Serie A quer controlo do Fantacalcio numa avaliação de €40 milhões
Liga italiana prepara proposta por 51% da Quadronica, dona do Fantacalcio, para integrar audiência e patrocínios num ecossistema próprio
O que aconteceu
A Lega Serie A vai discutir a 16 de fevereiro a compra de uma participação de controlo (51%) no Fantacalcio, propriedade da Quadronica (Srl), avaliando o ativo em cerca de €40 milhões, segundo Calcio e Finanza (com origem no Fatto Quotidiano). O produto soma ~3 milhões de utilizadores ativos e quase €10 milhões de faturação anual, com margens que geram lucros próximos de €4 milhões.
Por Que Importa
- Integração estratégica: ligar a competição oficial à maior plataforma de fantasy em Itália pode aumentar a retenção de audiência de jogos e conteúdos digitais da Serie A.
- Novo inventário publicitário: ativações como “patrocínios” nas fantasquadras e inserções digitais criam formatos de baixa exposição reputacional e maior retorno do investimento (ROI) para marcas.
- Monetização direta: base de milhões de utilizadores e centenas de milhares de subscritores premium (€12/ano) oferece receitas previsíveis além da publicidade.
- Defesa de ativos: controlar marca registada “Fantacalcio” (monopólio de >90% do mercado) reduz risco de dependência e consolida propriedade intelectual da Liga.
Números
- Receita: de €1,2M (2015) para >€9M (2025 previsto); lucros líquidos ~€4M.
- Utilizadores: até 6 milhões inscritos (2–3 milhões jogadores habituais), ultrapassando audiências de alguns jogos principais.
- Avaliação alvo: ~€40M; aquisição inicial visada: 51% (valores finais não confirmados).
- Marca “Fantacalcio” comprada à GEDI em 2017 por ~€0,5M (consolidou monopólio legal).
Contexto
- Quadronica (fundada em 2008) tem ~20 colaboradores e é controlada a 50% por Nino Ragosta e Luigi Cutolo. Já recusou propostas de fundos; com a Serie A há parcerias comerciais ~10% (participação em receitas) em vigor.
- O modelo de negócio migrou de banners para integrações personalizadas (ex.: led virtual nos onboards de formação), atraindo marcas como Eni, McDonald’s e Bancomat.
E agora?
- A Assembleia da Lega irá avaliar termos, governance e integração com a futura “casa” da Serie A (sede, estúdios, produção e formação). Fecho do negócio e valuation final não confirmados.
- Pontos críticos: conformidade concorrencial, repartição de receitas com clubes e proteção de dados dos utilizadores na passagem para a esfera da Liga.