Tribunal congela participação da 777 no Génova até €28,1M e nomeia administrador das ações

Medida cautelar retira à 777 Holdings a capacidade de votar cerca de 23% do capital do Génova CFC; custódia manter-se-á até decisão final.

6 fev 2026 • há 12 horas • Leitura original: Calcio e Finanza
Tribunal congela participação da 777 no Génova até €28,1M e nomeia administrador das ações — Calcio e Finanza

O que aconteceu

O Tribunal de Génova confirmou o sequestro conservatório contra a 777 Genoa CFC Holdings até €28,1 milhões, abrangendo bens e, em particular, as ações que detém no Génova (cerca de 23% do capital). As ações foram já apreendidas a 12 de janeiro de 2026. O juiz nomeou Ermanno Martinetto como custódio, com poderes para intervir e votar em assembleias em nome dessas quotas, até decisão definitiva.

Por Que Importa

  • A 777 perde, na prática, o controlo sobre o seu principal ativo ligado ao clube, reduzindo margem de manobra em governação e negociações futuras.
  • O congelamento de ações pode limitar operações societárias, financiamento e eventuais vendas de participações, aumentando o risco de desvalorização e custos legais.
  • Pressão para um acordo: a 777 enfrenta o dilema entre recorrer (com hipóteses limitadas) ou liquidar o alegado débito; a segunda opção parece pouco provável (não confirmado).
  • Sinal para o mercado: reforça preocupações sobre a solvabilidade e garantias da 777, já sob influência do credor A-Cap, o que pode afetar relações com bancos, patrocinadores e outros clubes do seu perímetro.

Contexto

  • O pedido do Génova decorre de um litígio para reconhecer o direito de transferir para a 777 um crédito sobre a Fingiochi S.r.l. (veículo do antigo proprietário Enrico Preziosi) e obter o pagamento do respetivo preço.
  • O tribunal considerou provável a existência do crédito e real o risco de não recuperação, dado o património alegadamente insuficiente da 777 e a ausência de garantias adequadas.
  • Enquanto durar o processo (poderá levar anos), o voto das ações apreendidas passa para o custódio, alterando o equilíbrio nas assembleias.

E agora?

  • A 777 poderá recorrer, mas a probabilidade de reversão é considerada baixa (não confirmado).
  • Cenário de saída: o bloqueio pode empurrar a 777 a negociar a alienação da sua posição com o acionista maioritário.
  • A assessoria jurídica envolve BonelliErede pelo Génova e Chiomenti pela 777, sinalizando disputa prolongada e custos legais adicionais.

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