Tribunal congela participação da 777 no Génova até €28,1M e nomeia administrador das ações
Medida cautelar retira à 777 Holdings a capacidade de votar cerca de 23% do capital do Génova CFC; custódia manter-se-á até decisão final.
O que aconteceu
O Tribunal de Génova confirmou o sequestro conservatório contra a 777 Genoa CFC Holdings até €28,1 milhões, abrangendo bens e, em particular, as ações que detém no Génova (cerca de 23% do capital). As ações foram já apreendidas a 12 de janeiro de 2026. O juiz nomeou Ermanno Martinetto como custódio, com poderes para intervir e votar em assembleias em nome dessas quotas, até decisão definitiva.
Por Que Importa
- A 777 perde, na prática, o controlo sobre o seu principal ativo ligado ao clube, reduzindo margem de manobra em governação e negociações futuras.
- O congelamento de ações pode limitar operações societárias, financiamento e eventuais vendas de participações, aumentando o risco de desvalorização e custos legais.
- Pressão para um acordo: a 777 enfrenta o dilema entre recorrer (com hipóteses limitadas) ou liquidar o alegado débito; a segunda opção parece pouco provável (não confirmado).
- Sinal para o mercado: reforça preocupações sobre a solvabilidade e garantias da 777, já sob influência do credor A-Cap, o que pode afetar relações com bancos, patrocinadores e outros clubes do seu perímetro.
Contexto
- O pedido do Génova decorre de um litígio para reconhecer o direito de transferir para a 777 um crédito sobre a Fingiochi S.r.l. (veículo do antigo proprietário Enrico Preziosi) e obter o pagamento do respetivo preço.
- O tribunal considerou provável a existência do crédito e real o risco de não recuperação, dado o património alegadamente insuficiente da 777 e a ausência de garantias adequadas.
- Enquanto durar o processo (poderá levar anos), o voto das ações apreendidas passa para o custódio, alterando o equilíbrio nas assembleias.
E agora?
- A 777 poderá recorrer, mas a probabilidade de reversão é considerada baixa (não confirmado).
- Cenário de saída: o bloqueio pode empurrar a 777 a negociar a alienação da sua posição com o acionista maioritário.
- A assessoria jurídica envolve BonelliErede pelo Génova e Chiomenti pela 777, sinalizando disputa prolongada e custos legais adicionais.