Ronaldo vende participações no Cruzeiro e Real Valladolid e faz pausa nos investimentos em futebol

Ex-internacional brasileiro sai do dia a dia dos clubes após alienar a SAF do Cruzeiro e a sua posição no Real Valladolid; foco desloca-se para projectos com menor complexidade operacional.

5 fev 2026 • há 13 horas • Leitura original: desconhecida
Ronaldo vende participações no Cruzeiro e Real Valladolid e faz pausa nos investimentos em futebol — desconhecida

O que aconteceu

Ronaldo Nazário confirmou ter encerrado, por agora, a sua exposição directa à gestão de clubes ao vender a Sociedade Anónima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, em 2024, e a participação no Real Valladolid, em 2025, ambos por valores não divulgados. O ex-jogador afirmou que a decisão visa afastar-se da rotina intensa do futebol e concentrar-se em negócios "mais tranquilos", como o investimento no Reserva Beach Club, com piscinas de ondas para surfe e estruturas de ténis e padel.

Por Que Importa

  • Saída de um investidor-estrela reduz a visibilidade mediática e potencial atractividade comercial imediata dos clubes, mas pode abrir espaço a perfis mais alinhados com investimento de longo prazo.
  • A venda da SAF do Cruzeiro para o empresário Pedro Lourenço reconfigura a governação e o controlo financeiro do clube, com impacto em orçamento, políticas de contratação e relação com patrocinadores.
  • O movimento sublinha o custo reputacional e operacional de gerir clubes em ambientes de elevada pressão de adeptos e resultados, um factor cada vez mais ponderado por investidores.
  • A diversificação de Ronaldo para activos de desporto e lazer (surfe, ténis, padel) exemplifica a migração de capital para segmentos com menor volatilidade competitiva e receitas previsíveis de hospitalidade e memberships.

Contexto

  • Ronaldo indicou que os seus projectos em clubes tinham motivação sobretudo experiencial e não de retorno financeiro directo (ROI — retorno do investimento).
  • A transição ocorre num ciclo em que estruturas societárias de clubes (como SAF no Brasil) atraem capital privado, mas exigem capex e gestão de risco elevados (direitos desportivos, flutuações de performance, regulação).

E agora?

  • No Cruzeiro, a nova direcção liderada por Pedro Lourenço deverá clarificar estratégia de investimento, estrutura de dívida e alinhamento com parceiros comerciais (cronograma e montantes não confirmados).
  • No Real Valladolid, a alteração accionista pode influenciar política de transferências e a estabilidade em LaLiga, com impacto nas receitas de transmissão e patrocínio.
  • Ronaldo mantém presença no ecossistema do desporto através de activos de lazer, potenciando receitas não dependentes de resultados e expansão de experiências de marca.

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