Pro League belga testa uso controlado de pirotecnia nos estádios com apoio governamental
Projecto-piloto quer reduzir incidentes e reforçar a segurança sem perder a atmosfera de jogo; sanções para uso ilegal serão agravadas
O que aconteceu
A Pro League (primeira liga de futebol da Bélgica) anunciou o arranque, com apoio do ministro da Segurança e do Interior, Bernard Quintin, de um projecto‑piloto para uso seguro e enquadrado de pirotecnia em estádios. Em clubes a seleccionar, a pirotecnia será operada por equipas formadas, em zonas demarcadas e momentos pré‑definidos, após autorização de autoridades locais e bombeiros. Fora deste enquadramento, o uso permanece proibido e as sanções legais serão reforçadas.
Por Que Importa
- Segurança e continuidade do negócio: redução de feridos e incidentes pode baixar prémios de seguro, custos de segurança e risco de interdições de estádios que afectam receitas de bilhética e hospitality.
- Reputação e patrocínios: um modelo de baixa exposição reputacional poderá mitigar perdas de patrocínios associadas a incidentes pirotécnicos e melhorar a atractividade comercial da liga.
- Operação e compliance: clarificar regras e sancionar o uso ilegal protege clubes de multas regulamentares e potencia maior previsibilidade operacional em dias de jogo.
- Experiência do adepto: formalizar coreografias com pirotecnia, sob controlo, pode elevar a experiência sem aumentar o risco, apoiando retenção de sócios e ocupação média.
Contexto
- A Pro League refere discussões com adeptos, clubes, forças de segurança, peritos e ligas estrangeiras para conciliar segurança e experiência nas bancadas.
- O piloto será acompanhado e avaliado de forma rigorosa; a integração definitiva em jogos dependerá dos resultados (não confirmado).
E agora?
- A liga iniciará uma consulta para escolher os clubes‑piloto; cada clube indicará um conjunto de jogos para testar o modelo, após os preparativos e aprovações necessárias.
- O governo promete agravar sanções para uso ilegal fora do quadro do piloto, mantendo a proibição em bancadas cheias.
- Métricas esperadas (não confirmadas): incidentes por jogo, número de feridos, custos de segurança por evento, reclamações de seguros e impactos em assistências.