Brasileirão 2026 arranca com calendário anual e distribuição de direitos reforça aposta de Globo e CazéTV
CBF estende a competição de janeiro a dezembro e mantém direitos fragmentados entre FFU e Libra; Globo e CazéTV ampliam carteiras de patrocinadores
O que aconteceu
O Campeonato Brasileiro de 2026 arrancou esta quarta-feira (28) com um novo calendário anual, disputado de janeiro a dezembro e a coexistir com os campeonatos estaduais. Os direitos de transmissão permanecem descentralizados entre a FFU (ex-LFU) e a Libra, com Globo, CazéTV e Amazon a manterem a emissão dos jogos. A CBF aposta num produto “permanente” ao longo da época, com impacto na exposição de clubes, marcas e operadores de media.
Por Que Importa
- Calendário anual cria exposição contínua e previsibilidade para patrocinadores, facilitando planeamento de orçamentos e ativações.
- Fragmentação de direitos entre FFU e Libra mantém um ecossistema multiplataforma, mas dispersa audiências e pode pressionar métricas de custo por mil (CPM) e de retorno do investimento (ROI).
- Globo e CazéTV ampliam inventário comercial, sinal de procura do mercado por alcance combinado em televisão e plataformas digitais.
- Arranque em janeiro encurtou janelas de venda de publicidade e competiu com finais dos estaduais, testando a capacidade de monetização nas primeiras jornadas.
Números
- Globo (TV aberta, TV por subscrição e digital) opera via TV Globo, sportv, Premiere, geTV e Globoplay, com pelo menos 16 patrocinadores no pacote do Brasileirão.
- TV aberta: Amazon, Ambev, Betnacional, Fiat, Itaú, Natura, Perdigão e Vivo; Betano com destaque nos intervalos curtos.
- TV por subscrição (sportv): Ambev, Bradesco, Ram e Betano.
- Pay-per-view (Premiere): Amazon, Bradesco, Stellantis (Jeep, Fiat) e Betano.
- Digital (geTV/YouTube): 99Food, C6 Bank, Bet365 e Superbet, alargando o inventário comercial da Globo.
- CazéTV: 38 jogos em 2026 (um por jornada) e 11 marcas: Amstel, Casas Bahia, Claro, Estrelabet, Esporte da Sorte, Estácio, Fiat, Gillette, H2Bet, Latam e PagBank.
Contexto
- A CBF reposiciona o Brasileirão como produto âncora da época, reduzindo sobreposição com eliminatórias no 2.º semestre e potencialmente melhorando a qualidade desportiva e de grelha.
- O modelo de direitos segue dividido entre FFU e Libra, preservando negociações separadas e diferentes pacotes de transmissão.
E agora?
- Expectativa de engajamento (audiência e interação) mais estável ao longo do ano; impacto em receitas publicitárias será testado fora do pico dos estaduais.
- Marcas avaliarão desempenho por canal para ajustar mix entre TV aberta, subscrição, pay-per-view e plataformas digitais; termos financeiros dos acordos permanecem (valores não divulgados).