Benfica fecha renovação recorde com a NOS até 2028: €114,2 milhões em dois anos
Contrato cobre direitos dos jogos em casa na Liga e distribuição da Benfica TV; inclui exploração publicitária e mantém publicidade dinâmica no Estádio da Luz.
O que aconteceu
O Benfica anunciou a renovação do acordo com a NOS para os direitos televisivos e multimédia dos jogos em casa da equipa principal no Campeonato Nacional e para a transmissão/distribuição da Benfica TV. O contrato, comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), vigora nas épocas 2026/27 e 2027/28 e totaliza €114,2 milhões, estabelecendo um novo máximo no mercado português.
Por Que Importa
- Sinaliza um referencial de preço no mercado doméstico: €57,1 milhões/época apenas em direitos televisivos, acima de acordos anteriores em Portugal.
- Reforça a previsibilidade de receitas da Benfica SAD no curto prazo (2026-2028), com impacto em orçamento, investimento desportivo e cumprimento de regras financeiras.
- Consolida a integração vertical do clube na sua media própria (Benfica TV), monetizando direitos e distribuição com a mesma operadora.
- Aposta na publicidade e ativação: contrato específico para exploração do canal e manutenção da publicidade dinâmica no estádio aumentam a receita acessória.
Números
- Direitos televisivos (liga, jogos em casa): €104,6M/2 épocas = €57,1M/época.
- Exploração publicitária da Benfica TV: €2,4M (total do período).
- Publicidade dinâmica no Estádio da Luz (mantida pela Benfica SAD): €7,2M (valor estimado para as 2 épocas).
- Total receitas de televisão e associadas: €114,2M (2026/27–2027/28).
- Partes envolvidas: Benfica SAD; Benfica TV, S.A.; NOS, SGPS; NOS Lusomundo Audiovisuais, S.A.
Contexto
- O acordo é descrito como o maior de sempre em Portugal para este tipo de direitos.
- O pacote cobre emissão/transmissão linear e multimédia dos jogos em casa na Liga, bem como a distribuição do canal do clube, elemento que historicamente diferencia a estratégia de media do Benfica no mercado.
E agora?
- Possível efeito de arrasto nas renegociações de outros clubes e no próximo ciclo de direitos centralizados (se e quando avançar, não confirmado).
- Acordo de curta duração (2 anos) preserva flexibilidade estratégica para reposicionamento pós-2028, face à evolução de plataformas de transmissão online e do consumo de conteúdos.