Brasil bloqueia 25 mil sites ilegais e arrecada €1,40 mil M no 1.º ano de apostas reguladas
Receita bruta das operadoras atingiu €5,90 mil M; 25,2 milhões de apostadores registados e reforço de fiscalização com cortes a influenciadores e contas bancárias
O que aconteceu
A Secretaria de Prémios e Apostas do Ministério da Fazenda do Brasil reportou o primeiro ano de mercado regulado de apostas de quota fixa (2025): foram bloqueados mais de 25 mil sites ilegais em articulação com a Anatel. As 79 operadoras autorizadas serviram 25,2 milhões de apostadores. A receita bruta das casas (Gross Gaming Revenue, GGR) somou €5,90 mil M (R$ 37,0 mil M). A arrecadação federal atingiu €1,40 mil M (R$ 8,8 mil M) até novembro, além de €398 M (R$ 2,5 mil M) em outorgas e €15,2 M (R$ 95,5 M) em taxas de fiscalização.
Por Que Importa
- Para clubes e ligas no Brasil, um mercado regulado com GGR de €5,90 mil M cria base mais estável para patrocínios, activações e compliance, reduzindo risco reputacional.
- A arrecadação de €1,40 mil M e as outorgas de €398 M reforçam a capacidade do Estado de financiar fiscalização, impacto indireto nas regras de patrocínio e na proteção do adepto.
- O bloqueio de 25 mil sites e ações contra publicidade ilegal elevam a baixa exposição reputacional para marcas desportivas e media que comercializam inventário publicitário.
- Dados demográficos e a autoexclusão (217 mil pedidos) devem influenciar limites de marketing, segmentação e cláusulas contratuais com operadores.
Números
- 79 operadoras autorizadas; 25,2 M de apostadores.
- GGR: €5,90 mil M (R$ 37,0 mil M).
- Arrecadação federal: €1,40 mil M (R$ 8,8 mil M); outorgas: €398 M (R$ 2,5 mil M); taxas: €15,2 M (R$ 95,5 M).
- Fiscalização: 132 processos administrativos (80 em curso); 1.687 suspeitas de lavagem de dinheiro; 550 contas encerradas.
- Publicidade: 324 perfis de influenciadores e 229 publicações removidas (com Conar e Conselho Digital do Brasil).
- Perfil do apostador: 68,3% homens; faixa etária dominante 31–40 anos (28,6%).
- Autoexclusão: 217 mil pedidos em 40 dias; 73% por tempo indeterminado.
E agora?
- O governo projeta, segundo Regis Dudena, aprofundar fiscalização e combate ao mercado ilegal em 2026, o que pode apertar regras de comunicação comercial nos patrocínios desportivos.
- Clubes e ligas devem rever contratos com operadores para contemplar requisitos de conformidade, segmentação etária e mecanismos de jogo responsável, mitigando risco de sanções.