Nike testa ativação “pós-treino” com sopa em Guangzhou para captar corredores

Marca explora ritual local e baixo custo para aumentar contactos e dados junto da comunidade de running na China — lições aplicáveis a clubes e ligas

19 jan 2026 • 10:13 • Leitura original: Máquina do Esporte
Nike testa ativação “pós-treino” com sopa em Guangzhou para captar corredores — Máquina do Esporte

O que aconteceu

A Nike montou uma loja temporária de sopa em Guangzhou (China), operando em horários de treino num ponto popular de corrida. Quem comprovasse ter corrido ≥3 km (via aplicações de tracking, incluindo a da própria Nike) recebia sopa gratuita; distâncias maiores desbloqueavam experiências extra. A ativação privilegiou partilha orgânica e baixa exposição publicitária, posicionando a marca também no momento de recuperação pós-exercício. Valores não divulgados.

Por Que Importa

  • Custo-eficiência: micro-ativação física, com logística simples, gera alto contacto e conteúdos partilháveis sem necessidade de grandes estruturas — modelo replicável por clubes para captar adeptos corredores.
  • Dados e CRM: validação de corrida via app cria ponto de entrada para dados primários, potenciando personalização, venda cruzada (equipamento, eventos) e retorno do investimento (ROI) mensurável.
  • Relevância cultural: ligar recuperação a sopa cantonesa reforça autenticidade local e pode aumentar a taxa de conversão vs. ativações genéricas.
  • Extensão de marca: ocupar o “pós-jogo/pós-treino” amplia o funil de consumo e oportunidades de patrocínio (nutrição, bem-estar, conveniência).

Entre Linhas

  • Limite diário de porções criou escassez programada, estimulando urgência e prova social nas redes.
  • A ativação desloca a Nike do foco exclusivo na performance para um território de rotina e comunidade, que tende a ter maior frequência de contacto.

E agora?

  • Clubes podem adaptar: pontos de recuperação em parques urbanos nos dias seguintes a jogos, com benefícios para sócios (bebidas/isotónicos) mediante prova de atividade; integração com aplicações próprias para ticketing e conteúdos.
  • Medir impacto: métricas de CAC (custo de aquisição de cliente), LTV (valor do tempo de vida) e incremento de MAUs na app devem ancorar decisões de escalabilidade.

Se o formulário não aparecer, subscreva diretamente aqui.

Sem spam. Pode cancelar quando quiser. Ao subscrever aceita os Termos de Utilização da Substack, a Política de Privacidade e o Aviso de recolha de informação.