Mercado de apostas arrefece e patrocínios principais encolhem na Série A: contratos recuam e clubes buscam alternativas

Seis emblemas perderam patrocinadores master de apostas após a regulamentação de 2025; impostos e consolidação cortam orçamentos, enquanto gigantes como Flamengo e Betano mantêm acordos de referência

14 jan 2026 • há 19 horas • Leitura original: UOL (coluna Rodrigo Mattos)
Mercado de apostas arrefece e patrocínios principais encolhem na Série A: contratos recuam e clubes buscam alternativas — UOL (coluna Rodrigo Mattos)

O que aconteceu

Seis clubes da Série A do Brasil — Coritiba, Santos, Vasco, Grêmio, Internacional e Mirassol — iniciaram 2026 sem patrocinadores principais de casas de apostas, por rescisões (incluindo inadimplência) ou não renovação. A desaceleração surge após o primeiro ano de regulamentação do setor (2025), com aumento de tributação e pagamento de outorga. Enquanto 13 clubes mantêm parcerias, os novos acordos em negociação tendem a valores inferiores aos de 2025.

Por Que Importa

  • Menos dinheiro no patrocínio: após a regulamentação, a carga fiscal subiu de 12% para 18%, comprimindo o orçamento de marketing das casas de apostas.
  • Consolidação do setor: players maiores devem absorver os menores, reduzindo concorrência e pressão por preços nos contratos de camisola.
  • Impacto direto nas receitas dos clubes: quem perdeu parceiros negocia em patamares inferiores, afetando fluxo de caixa e planeamento desportivo.
  • Referências de mercado não se replicam: mesmo com o acordo do Flamengo com a Betano de €42,8 M (R$ 268 M), não houve “efeito cascata” de reajustes generalizados.

Contexto

  • Grêmio e Internacional rescindiram com a Alfa por falta de pagamentos; pendências estão a ser discutidas.
  • Vasco não renovou com a Befair; Santos rompeu com a 7K; Coritiba e Mirassol também deixaram de exibir casas de apostas na camisola.
  • Permanências relevantes: Palmeiras–Sportingbet, São Paulo–Superbet, Fluminense–Superbet, Flamengo–Betano; Corinthians negoceia aumento com a Esportes da Sorte.
  • Bahia mantém Viva Sorte, mas o futuro do contrato está em discussão (não confirmado).

Entre Linhas

  • Clubes sondam substitutos entre casas de apostas por valores não divulgados, mas abaixo do pico de 2025.
  • Outros setores (banca, retalho) podem ocupar espaço, porém dirigentes consideram que nenhum segmento pagará ao nível das apostas.

Números

  • Tributos sobre apostas: de 12% para 18% em 2025.
  • Acordo de referência: Flamengo–Betano em €42,8 M (R$ 268 M).
  • 6 clubes perderam patrocínio master; 13 mantêm parcerias com Bets.

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